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Copom deve cortar Selic a 8,25%, dizem analistas

Economistas estimam que o Comitê de Política Monetária deve repetir na quarta o ritmo de cortes da taxa básica de juros feito em julho

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar um novo corte de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, após a reunião desta quarta-feira, segundo analistas de mercado. O Copom se reúne nesta terça e quarta-feira para definir o novo patamar da Selic.

A aposta é de que o órgão do Banco Central reduza a taxa de 9,25% para 8,25% ao ano. A avaliação é de que este seja o último corte de 1 ponto percentual neste ciclo de redução da Selic – ritmo que é adotado desde fevereiro.

Segundo o relatório do banco BTG Pactual divulgado nesta segunda-feira, a redução de 1 ponto percentual deve ocorrer porque o Copom sinalizou que repetiria o corte de julho caso o cenário econômico permanecesse similar, o que ocorreu. “Em uma análise mais geral, os números de inflação surpreenderam levemente para baixo, enquanto os indicadores de atividade (incluindo mercado de trabalho, vendas no varejo e PIB) surpreenderam levemente para cima. Esses resultados tendem a puxar o equilíbrio dos riscos para a política monetária em direções opostas, mas, isoladamente, não o fazem com muita força, e nem mesmo em termos líquidos quando são considerados conjuntamente”, diz o documento.

A previsão está em linha com a o que é esperado pelos analistas consultados pelo Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo BC. A análise do BTG, assinada pelos economistas Eduardo Loyo e Claudio Ferraz, indica que a dúvida do mercado é sobre o que será feito nas reuniões de outubro e dezembro. A estimativa dos analistas do banco é de que haja mais um corte de 0,75 ponto no próximo mês, fazendo a Selic encerrar o ano em 7,5%.

Os economistas do Itaú também estimam que a reunião desta semana trará corte para 8,25%, mas que a taxa chegará a 7% ao fim do ano. A aposta é de que haverá  dois cortes de 0,50 ponto neste ano e um de 0,25 ponto no começo de 2018. “Em outras palavras, nós acreditamos que, depois da reunião de setembro, a política monetária vai se mover para a fase de ajuste de desacelerar o ciclo, cujo resultado final dependerá na materialização de riscos persistentes no cenário”, diz trecho do relatório assinado pelo economista chefe da instituição, Mario Mesquita.

As previsões do Focus indicam que a Selic deve encerrar 2017 a 7,25%, e o ano seguinte em 7,50%, segundo o boletim divulgado nesta segunda.