Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Copom corta Selic para 14%, primeira redução em quatro anos

Banco Central confirma aposta de agentes de mercado e reduz taxa de juros em 0,25 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou na noite desta quarta-feira a redução da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, para 14% ao ano. A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado, que estimava um corte nos juros de 0,25 ponto porcentual, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.

Com a decisão do Copom, a Selic foi reduzida pela primeira vez em quatro anos – o último corte havia ocorrido em agosto de 2012. A taxa estava inalterada desde desde 29 de julho de 2015. Depois de ser elevada naquela reunião, a taxa foi mantida nas dez reuniões posteriores do Copom.

Entre os motivos apontados pelo Comitê para sua decisão, que foi unânime, estão o ritmo menor da inflação, o baixo nível da atividade econômica e a alta ociosidade na economia brasileira. “A inflação recente mostrou-se mais favorável que o esperado, em parte em decorrência da reversão da alta de preços de alimentos”, diz a nota da instituição. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,08% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse foi o menor patamar do IPCA para setembro desde 1998. No mês anterior, o índice oficial de inflação do país havia ficado em 0,44%. Apesar do acumulado em doze meses estar acima do teto da meta definida pelo governo, de 6,5% em 2016, o índice para o período em setembro foi menor do que o registrado agosto (8,48% em setembro e 8,97% em agosto). Em relação à ociosidade da economia, o BC avalia que ela pode fazer com que os preços caiam em um nível mais rápido que o esperado pela instituição.

O Banco Central considera que a incerteza sobre as reformas econômicas já iniciadas, o período longo em que a inflação está acima da meta e a pausa na queda de alguns preços importantes para o IPCA são riscos a serem levados em conta. A instituição avaliou também que, embora o cenário externo seja favorável ao Brasil por causa da manutenção das taxas de juros em níveis baixos nos Estados Unidos, existe ainda incerteza sobre quando o governo americano começará a aumentá-las.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a decisão do Banco Central de cortar a taxa básica de juros nesta quarta-feira indica que a inflação está convergindo para a meta. Ao falar com jornalistas logo após o anúncio do corte da Selic, Meirelles ressaltou que BC deve ter adotado a medida por entender ser possível iniciar um novo ciclo de afrouxo monetário, e “isso é positivo”.

A Selic é a taxa usada como referência para definir os juros pagos em diversos contratos do sistema financeiro, de empréstimos para a compra de imóveis a cartões de crédito.

 

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. ViP Berbigao

    Falou mal de banqueiro os meios de comunicação censuram o post.

    Curtir

  2. ViP Berbigao

    BC não tem controle da inflação. A medida da Petrobrás é muito mais efetiva que isso aí. Pode demiti-los e economizar para a PEC 241.

    Curtir

  3. Silvio Romero Silva

    Parabéns! Maravilha!Grandioso! Espero que seja a reportagem de capa da próxima VEJA! Agora o povo pode comprar pão. Estou esperando os comentários dos ilustres jornalistas. Meu DEUS! É MUITA EMOÇÃO! 0,25, o quê ?

    Curtir

  4. Silvio Romero Silva

    Quando o maior bandido for preso de quanto será a redução dos juros ? Não aceito menos de 30 %.

    Curtir

  5. Rafael Pinheiro

    como ainda tem gnt q não vê que tudo o que o país precisava era o PT bem longe do palácio do planalto?

    Curtir

  6. Arlindo Soares

    O Brasil ainda não pratica o capitalismo, a liberdade econômica. Se praticasse os juros estariam baixos.

    Curtir

  7. Qdo se fala de redução de juros,é como a redução do preço da gasolina.Ninguem vê.Espere só quando falarem de aumento.Certeza q todo mundo vai perceber logo!Eita Brasil!!!!

    Curtir