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Congressistas que devem R$ 3 bi à União propõem perdão de débitos

Eles negociam alterações da Medida Provisória que institui novas regras para o parcelamento de débitos com a Receita Federal

Mesmo com a crise que abate parte da arrecadação no país, congressistas tentam se beneficiar do perdão de débitos com à União, que chegam a R$ 3 bilhões. Eles negociam alterações da Medida Provisória (MP) do Programa de Regularização Tributária (PRT), que institui novas regras para o parcelamento de débitos com a Receita Federal.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o projeto que converte a MP em lei deve estar concluído próximo ao mês de maio. O relator, que acumula uma dívida de R$ 67,8 milhões em nome de suas empresas, é o relator Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG).

Uma das mudanças propostas prevê uma escala de descontos para multas e juros da dívida que, dependendo do valor, pode chegar a 90% de desconto. De acordo com a Folha, outra, propõe a alteração do índice de juros usado na correção dos débitos e até mesmo o aumento do prazo para o parcelamento das dívidas.

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Ao todo, parlamentarem submeteram 376 emendas ao texto enviado pelo Executivo, sendo que quase metade delas partiu de congressistas devedores e outra parcela (37%) foi apresentada por deputados que se elegeram com doações de empresas devedoras, segundo o jornal.

A publicação fez ainda um levantamento via Lei de Acesso à Informação mostrando que, na Câmara, 291 deputados devem R$ 1 bilhão em nome próprio, empresas controladas pelos mesmos ou em companhias que são sócios. Já no Senado, apenas o senador Zezé Perrella (PMDB-MG) aparece como corresponsável por uma dívida de R$ 1,7 bilhão. Além de Zezé, outros 46 senadores totaliza cerca de R$ 2 bilhões em débitos.

Os deputados e senadores afirmam, contudo, que não há interesses privados nas atuações no PRT e negaram conflitos de interesses.

 

Comentários

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  1. A verdade é que estes filhos da p it’s legislam para eles mesmos….o Brasil está putrefato!!!!

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  2. Roque Thomazini

    Nada mais justo. Ser devedor da RF é uma verdadeira tortura. Bens bloqueados, protesto, entre outros. Poucas pessoas sabem como sofrem os empresários neste país para pagar seus débitos de impostos. Em momentos de crise pagam funcionários e fornecedores para não “quebrar”. Deixam os impostos em 2° plano até que as coisas melhorem. Mas na hora de pagar com atraso, paga-se 20% de multa, correção dos valores por uma tabela absurda e se a divida estiver ajuizada no fórum, paga-se honorários advocatícios de 20%. Qualquer dividazinha com a RF dobra de valor em 1 ano. Se impagável para o pequeno empresário, imagino para um grande. Tente cobrar um devedor seu de qualquer negócio. Só recebe se fazer com 50% de desconto do valor principal. Para a Receita, multa por atraso é 20% para simples mortais 2%. Muita injustiça.
    Não concordo com o perdão de dividas, mas de uma forma mais justa de se pagar, sim!

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  3. Fernando noal

    Pais nojento

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  4. Paulo Bandarra

    A Odebrecht já mostrou o que move os legisladores deste país. Quanta de caixa dois não está correndo por baixo dos panos?

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  5. Já deram facilidade para quem roubou e escondeu fora do pais, irão fazer um pouco de teatro mas acabarão aprovando as reformas da Predidência e Trabalhista. Com tanto empenho e trabalho para salvar o povão dos ladrões poderosos ou salvar os ladrões poderosos do povão (estou confuso, já nem sei mais) nada mais justo que esses incansáveis defensores dos interesses nacionais sejam perdoados de suas dívidas com a Nação, afinal… “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo, ou não tem arte”.

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  6. SEGUNDA TENTATIVA DE POSTAGEM
    Já deram facilidade para quem roubou e escondeu fora do pais, irão fazer um pouco de teatro mas acabarão aprovando as reformas da Predidência e Trabalhista. Com tanto empenho e trabalho para salvar o povão dos ladrões poderosos ou salvar os ladrões poderosos do povão (estou confuso, já nem sei mais) nada mais justo que esses incansáveis defensores dos interesses nacionais sejam perdoados de suas dívidas com a Nação, afinal… “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo, ou não tem arte”.

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