Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Confiança do consumidor nos EUA tem maior nível em 4 anos

NOVA YORK, 11 Mai (Reuters) – O sentimento do consumidor nos Estados Unidos subiu para o maior nível em mais de quatro anos no início de maio, na medida em que os norte-americanos continuaram otimistas com o mercado de trabalho, segundo dados preliminares da Thomson Reuters e da Universidade de Michigan divulgados nesta sexta-feira.

A leitura preliminar de maio do índice geral do sentimento do consumidor melhorou para 77,8, ante 76,4 em abril, superando as previsões, que apontavam para 76,2.

Esse foi o maior nível desde janeiro de 2008.

Apesar da recente desaceleração no crescimento de empregos, quase o dobro dos consumidores reportou ter ouvido mais sobre novos ganhos no mercado de trabalho do que sobre perdas, informou a pesquisa.

Os dados sugerem dois aspectos: ou números mais positivos sobre o mercado de trabalho serão vistos logo ou os consumidores estão com as expectativas muito altas, afirmou o diretor da pesquisa, Richard Curtin.

“A perspectiva mais provável é que o crescimento de empregos retorne para um ritmo modesto de ganhos e que os consumidores diminuam suas expectativas excessivamente positivas, sem muitas mudanças na confiança geral até depois das eleições (presidenciais) de novembro e das decisões sobre política tributária”, completou Curtin.

O termômetro da pesquisa sobre as condições atuais da economia também subiu para o nível mais alto em mais de quatro anos, saltando de 82,9 para 87,3.

Já a medida de expectativa do consumidor norte-americano caiu de 72,3 para 71,7.

A avaliação dos consumidores sobre sua situação financeira, no entanto, continuou desanimadora, com apenas 29 por cento das famílias dizendo que suas finanças melhoraram, valor inalterado ante o mesmo período do ano passado.

Ainda segundo a pesquisa, a expectativa de inflação para um ano continuou diminuindo após um aumento no início de 2012, recuando para 3,1 por cento ante 3,2 por cento. O cenário de inflação para o período de cinco a dez anos subiu para 3,0 por cento, ante 2,9 por cento na leitura anterior.

(Reportagem de Leah Schnurr)