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Confiança da indústria aumentou em maio, diz CNI

Por Ayr Aliski

Brasília – O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) de maio, divulgado nesta sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), chegou a 57,9 pontos, que representam ligeira alta, de 0,7 ponto, sobre o Icei de 57,2 pontos registrado em abril. O resultado também é melhor do que o de maio de 2011, quando chegou a 57,3 pontos. O índice varia de zero a 100. Nessa escala, valores abaixo de 50 pontos representam pessimismo e indicadores acima de 50 pontos significam otimismo. O Icei é formado pela avaliação dos empresários do setor das condições atuais e para os próximos seis meses em relação à economia e à empresa.

Na avaliação do economista da CNI Marcelo de Ávila, a queda dos juros e as recentes medidas do Plano Brasil Maior contribuíram para reduzir o pessimismo em relação às condições atuais da economia e fizeram crescer o otimismo na indústria nacional. Ainda assim, em maio, continuaram abaixo da linha dos 50 pontos (ou seja, na faixa do pessimismo) as percepções sobre as condições atuais da economia (47,4 pontos) e da empresa (49,2 pontos), embora com ligeira melhora em relação a abril.

Para Ávila, a continuidade da avaliação negativa se deve a uma combinação de fatores que inclui dificuldade de acesso ao mercado externo, crise econômica mundial e concorrência com os importados no mercado interno. No entanto, ficaram acima da linha dos 50 pontos as expectativas em relação à economia (59,1 pontos) e à empresa (64,4 pontos), ambos também com alta em relação a abril.

A pesquisa da CNI indica que os empresários mais otimistas são os da região Nordeste, que apontaram Icei de 61,5 pontos. Os menos otimistas são os da região Norte, com 58,3 pontos. Por porte da empresa, os mais otimistas são os grandes industriais, com 59,4 pontos. A indústria de médio porte registrou Icei de 57,3 pontos e entre as pequenas o índice de maio foi de 55,5 pontos.

Por setor de atividade, a indústria da construção marcou Icei de 60,2 pontos, a indústria extrativista registrou 59,3 pontos e a indústria de transformação alcançou 56,3 pontos. Entre os 28 segmentos pesquisados dentro do conjunto da indústria da transformação, o maior otimismo foi registrado entre farmacêuticos (63,2 pontos). A maior parte da indústria de transformação (27 segmentos) registrou Icei acima da marca dos 50 pontos. O único segmento que ficou na faixa do pessimismo foi o de veículos automotores, com 48,9 pontos. A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 15 de maio, com 2.394 empresas, das quais 840 de pequeno porte, 954 médias e 600 grandes.