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Compra da dívida dos EUA por bancos europeus cresce 56%

A compra por bancos europeus de títulos da dívida americana cresceu 56% no primeiro trimestre do ano, como medida preventiva destes bancos ao ‘default’ dos Estados Unidos, afirmou nesta terça-feira o Banco de Pagamentos Internacionais (BPI).

Os títulos da dívida americana em posse de bancos com sede na Europa se elevaram à 752,6 bilhões de dólares ao final do primeiro trimestre de 2011, contra 479,6 bilhões no mesmo período de 2010, segundo estatísticas do BPI.

Já os títulos da dívida em posse dos bancos americanos e do setor privado não variaram nesse período, com 686 bilhões e 2,189 trilhões de dólares respectivamente, segundo os últimos dados divulgados pelo BPI, com sede na Basiléia (Suíça).

Os dados do BPI mostram que a dívida soberana americana em mãos de bancos europeus só caiu no primeiro trimestre em relação aos bancos da Grécia, quando houve recuo de 12 bilhões, para 42,9 bilhões de dólares.

Os empréstimos de bancos europeus também foram reduzidos no Japão, onde passaram de 231,2 bilhões para 189,2 bilhões de dólares.

As duas principais forças políticas dos Estados Unidos, democratas e republicanos, estão negociando um aumento do teto da dívida do país e, caso não cheguem a um acordo antes de 2 de agosto, o país poderá deixar de cumprir suas obrigações e passará a não receber mais crédito internacional.

A Europa também se encontra na mira dos investidores internacionais desde o ano passado, devido ao temor de que algumas economias do continente, principalmente Grécia, Irlanda e Portugal, além de Itália e Espanha, possam declarar o calote da dívida.

Nos dados do BPI não estão incluídas cifras da dívida pública americana em mãos de bancos chineses, o maior detentor do tesouro americano.

Os bancos americanos já anunciaram que possuem um plano emergencial para o caso de os Estados Unidos realmente não conseguirem ampliar o teto da dívida.