China adverte que crise da Zona Euro vai durar e seu impacto aumentar

A crise da Zona Euro teve até agora um impacto limitado na economia da China e mundial, mas seus efeitos negativos vão aumentar porque ela será longa, afirmou nesta quinta-feira em Cannes (sul da França), o ministro chinês de Comércio, Chen Deming.

Os problemas da Zona Euro “no momento tem um impacto bem pequeno na demanda”, disse à imprensa o ministro chinês, que participa na cúpula do G20.

“Por isso, não há muito impacto em nosso comércio”, apesar de ter advertido que a crise pode “sair do controle”, mas se declarou confiante na capacidade da Europa de “controlá-la e acabar com ela, apesar de isso ser, na opinião dele, um “processo longo”.

Em resposta às críticas dos Estados Unidos e de outros países que acusam a China de manter sua moeda, o yuan, artificialmente desvalorizada, Chen afirmou que aqueles que instam Pequim a reavaliá-la não fazem mais do que “provocar grandes dificuldades”.

“Quando se fala da reavaliação do yuan, vemos importantes movimentos de capitais, que nos causam grandes dificuldades”, explicou.

Para o ministro, a taxa de câmbio atual do yuan alcançou um nível razoável.

“O presente mais bonito que a China pode dar na cúpula de Cannes é mantermos o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 9% e um comércio que se elevou a 3 trilhões de dólares”, concluiu Chen.