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BOVESPA-China pesa e índice tem 2a baixa seguida

SÃO PAULO, 10 Abr (Reuters) – As preocupações com a desaceleração da China continuavam pesando nas negociações desta terça-feira da Bovespa, que operava no vermelho pelo segundo dia consecutivo.

Às 12h34, o Ibovespa tinha queda de 1,74 por cento, a 61.286 pontos. O giro financeiro do pregão era de 2,7 bilhões de reais.

Nos mercados externos, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, caía 0,6 por cento. Na Europa, o índice FTSEurofirst fechou em queda preliminar de 2,3 por cento.

A China reportou superávit comercial de 5,35 bilhões de dólares em março, com as exportações subindo 8,9 por cento na comparação anual, e as importações ficando abaixo das expectativas, crescendo 5,3 por cento.

“A China divulgou um superávit inesperado que pode dificultar um corte de juros por lá. E a notícia de sexta-feira ainda impacta”, explicou o analista José Góes, da Stock Asset, em referência aos dados abaixo do esperado do mercado de trabalho dos Estados Unidos, divulgados na sexta-feira.

Para o analista, indicadores brasileiros também têm pesado nos pregões na Bovespa. “Os últimos dados da economia doméstica mostram que aqui também está engatinhando”, disse.

Nesta terça-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que a utilização da capacidade instalada (UCI) na indústria brasileira caiu para 82,1 por cento em fevereiro, contra 82,4 por cento em janeiro.

Entre as blue chips domésticas, as ações preferenciais da Vale caíam 1,8 por cento, a 40,02 reais, apesar da notícia de que as importações de minério de ferro da China continuaram altas em março.

OGX cedia 4,4 por cento, a 13,57 reais. Apreferencial da Petrobras tinha baixa de 1 por cento, a 21,37 reais.

As construtoras também pressionavam. Gafisarecuava 1,2 por cento, a 4,05 reais. A empresa divulgou pela manhã que apurou prejuízo líquido de 1,029 bilhão de reais no quarto trimestre, em meio a uma série de ajustes ocorridos em grande parte na unidade de baixa renda Tenda.

A maior queda no setor, porém, era de PGD realty, com baixa de 5,8 por cento, a 5,34 reais, seguida por Cyrela , com queda de 3,8 por cento, a 16,01 reais.

Hering perdia 5 por cento, a 45,05 reais, após ter informado que as vendas no primeiro trimestre de 2012 ficaram abaixo do esperado pela própria varejista, afetadas por fatores sazonais e macroeconômicos.

Na outra ponta, Natura subia 1,75 por cento, a 40,70 reais. Gol ganhava 1,8 por cento, a 11,23 reais. BR Malls subia 1,5 por cento, a 24,20 reais, após ter informado, na noite da véspera, a criação de joint venture com a empresa norte-americana Simon Property Grouppara desenvolver e controlar outlets no Brasil.(Por Roberta Vilas Boas; Edição de Aluísio Alves)