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Bovespa abre em alta, mas deve ficar volátil

Por Olivia Bulla

São Paulo – Em um ambiente repleto de incertezas, os mercados internacionais conduzem a Bovespa e a volatilidade se faz presente ao longo da sessão. Diante da agenda econômica esvaziada do dia, os negócios locais tendem a oscilar em uma margem mais estreita, reféns também de movimentos técnicos nesta véspera de vencimento de índice Bovespa futuro. Às 10h05, o Ibovespa tinha alta de 0,63%, aos 54.343,70 pontos.

“A Bolsa está igual ao tempo”, brincou um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista, referindo-se à manhã nublada, envolta de muita neblina na cidade de São Paulo. Ele, porém, não acredita que o ditado rural “névoa baixa, sol que racha” irá se refletir nos mercados financeiros. “O dia deve ser de mercados de lado”, completou.

Porém, o profissional, que prefere não ser identificado, lembra que amanhã é dia de vencimento de índice Bovespa futuro, o que também pode distorcer o comportamento do pregão.

O exterior também traz poucas inspirações à Bolsa. Sem indicadores econômicos de peso ao redor do mundo, os investidores ficam à mercê do noticiário sobre a situação na zona do euro e o ritmo das economias nos Estados Unidos e na China. No horário acima, o futuro do S&P 500 subia 0,54%, ficando praticamente incólume à queda perto do esperado do índice de preços das importações.

Por aqui, o leilão da oferta pública de permuta de ações (OPA) com vistas ao fechamento de capital da TAM foi adiado por 10 dias e não irá mais acontecer nesta terça-feira. A operação, à luz da fusão da companhia brasileira com a chilena LAN, está agora prevista para acontecer em 22 de junho. Segundo informações da Agência Bovespa, a adesão global à OPA superou os dois terços necessários para a realização do leilão, equivalendo a quase 90% das ações em circulação.