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Bolsas de valores operam em queda

EUA e China preocupam investidores internacionais

Primeiro foi a Ásia que sentiu os efeitos dos sinais de problemas econômicos na China nesta segunda-feira. Depois, o clima se espalhou pelo mundo, com os principais índices da Europa, América Latina e Estados Unidos em trajetória negativa. A BM&F Bovespa, brasileira, caia 3,31% por volta de 12h50 (45.497 pontos). Enquanto isso, os índices de Londres, Frankfurt e Paris caem, respectivamente, 2,12% (6.029 pontos), 1,24% (7.692 pontos) e 1,71% (3.595 pontos).

A Bolsa de Nova York abriu em baixa, fragilizada pelo recuo das bolsas asiáticas, onde os investidores manifestaram preocupação com uma crise de liquidez na China e o aumento das taxas de juros no próprio país. O índice Dow Jones caía 0,25% e Nasdaq 0,91% na abertura (por volta de 11h). Na sexta-feira, as bolsas de Wall Street se recuperaram um pouco: o índice Dow Jones subiu 0,28%, mas o Nasdaq caiu 0,22%. Por volta de 13h, os índices americanos intensificavam as perdas: Dow Jones e Nasdaq caíam 1,53% (14.572 pontos) e 1,73% (3.298 pontos), enquanto o S&P despencava 1,92% (1.561 pontos).

Ásia – A decisão do Federal Reserve (Fed) de começar a retirar os estímulos econômicos do país também preocupa investidores internacionais. Na semana passada, o presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que o banco central poderia começar a cortar as medidas de estímulo até o final do ano, levando a fortes quedas em todo o mundo.

Os mercados asiáticos de ações fecharam em forte queda nesta segunda-feira, com destaque para o índice Xangai Composto que perdeu 5,3%, para 1.963,24 pontos, a maior queda porcentual desde agosto de 2009. O índice Shenzhen Composto cedeu 6,1% e fechou aos 881,87 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,2%, para 19.813,98 pontos.

As preocupações sobre a escassez de liquidez no mercado interbancário chinês continuaram a pesar sobre os sentimentos dos investidores na região. A onda de vendas foi provocada por mais sinais, no fim de semana, de que crise da China deve persistir.

Um comentário publicado pela agência estatal de notícias Xinhua sugeriu que o governo não vai tomar qualquer ação em breve. Além disso, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) não fez nenhuma referência direta ao recente aumento nos custos de empréstimos para os bancos, ao mesmo tempo em que alegou que vai manter uma política monetária prudente.

“A falta de orientação da política do banco central durante a crise de liquidez é a principal razão pela qual os mercados acionários continuam caindo, por isso, os investidores estão esperando ansiosamente por quaisquer sinais de direção”, disse Wu Bangdong, analista da Changjiang Securities.

(com agência France-Presse)