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BC diz estar empenhado em trazer a inflação para o centro da meta

Tombini voltou a defender que IPCA não chegará ao patamar visto no ano passado e que continuará atuando no mercado de câmbio, se necessário

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta sexta-feira que a autoridade monetária está empenhada em trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% e voltou a defender que ela terminará 2013 abaixo do patamar visto no ano passado. “O nosso objetivo é trazer a inflação para baixo, em direção à nossa meta de inflação”, afirmou Tombini em rápida entrevista a jornalistas em Washington, onde participa do encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do G20.

O presidente do BC voltou a dizer que o objetivo é consolidar o processo de inflação menor. “Estamos empenhados em trazer a inflação para baixo e que esse processo se consolide”, acrescentou ele.

Nesta semana, em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC voltou a elevar o juro básico em 0,5 ponto percentual, a 9,5% ao ano, quarto movimento seguido com a mesma intensidade, indicando que deverá repeti-lo em novembro, o que faria a taxa Selic voltar a dois dígitos. Questionado se o mercado estava correto em acreditar em mais uma elevação da Selic em 0,5 ponto percentual, Tombini respondeu: “Na próxima quinta-feira, o BC divulgará a ata do Copom e lá teremos mais elementos para fazer esse julgamento. As políticas macro têm operado bem, permitindo que o Brasil opere bem nesse momento que é de transição da economia mundial”, respondeu.

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Tombini disse ainda que o mercado de câmbio é a primeira linha de defesa de movimentos na cena externa e voltou a afirmar que o BC atuará, caso seja necessário, para evitar volatilidade excessiva. “O câmbio é a primeira linha de defesa quando há informações positivas ou adversas do cenário internacional. Mas o BC sempre atuará para que, uma vez que tenham ajustes na taxa de cambio, não ocorra volatilidade excessiva e (o mercado) funcione de maneira adequada”, afirmou ele.

O BC tem em curso um programa de atuação diária no mercado cambial, por meio de leilões de swap tradicional (equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro) e venda de dólares com compromisso de recompra, com potencial de 60 bilhões de dólares até o fim do ano. Nas últimas semanas, a moeda tem rondado a casa de 2,20 reais. “O real recuperou um pouco o terreno. A volatilidade tem diminuído”, afirmou Tombini.

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(com agência Reuters)