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Baú de Silvio Santos está mais vazio: tem menos de US$ 1 bilhão

O "Ra-rai" do apresentador e dono do SBT se desvalorizou no ano passado e fez com que seu nome saísse da lista dos mais ricos

O baú do ex-camelô e dono do SBT Silvio Santos ficou mais leve em 2014 – pelo menos é o que afirma a Forbes, publicação americana que divulgou na segunda-feira sua famosa lista dos bilionários do ano. O bordão “Ra-rai”, que havia ajudado a garantir ao apresentador uma fortuna da ordem de 1,3 bilhão de dólares, segundo cálculos de março de 2013, hoje está desvalorizado. A Forbes não informou a razão da queda da fortuna para um patamar abaixo de 1 bilhão de dólares – apenas excluiu o nome de Silvio de sua lista.

Em 2013, quando colocou o apresentador no ranking, a publicação afirmou que ele era a primeira celebridade bilionária do Brasil e podia ser comparado à estrela americana Oprah Winfrey, cuja fortuna é de 2,9 bilhões de dólares.

O valor do ano passado foi calculado com base no faturamento das mais de trinta empresas do Grupo Silvio Santos, que vendem de títulos de capitalização a cosméticos – além de espaço comercial na televisão. O grupo tem capital fechado e é controlado pela filha mais nova de Silvio, Renata, de 28 anos. A Jequiti, de cosméticos, chefiada pela filha Rebeca, faturou 1 bilhão de reais em 2013.

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Em entrevista à revista CLAUDIA, do Grupo Abril, o mesmo que publica VEJA, em dezembro do ano passado, a esposa do ‘homem do Baú’, Iris Abravanel, afirmou que a divisão do patrimônio e a sucessão de Silvio já estão acertadas entre as seis filhas. “Não gostávamos de tocar no assunto. Silvio, com habilidade, foi falando. As meninas choravam, demoraram a aceitar a realidade. Apesar da clareza das leis, seria inconsequência não deixar tudo acertado”, afirmou.

Silvio Santos não foi o único brasileiro a sair da lista. Com ele, partiram Eike Batista, Antonio José Carneiro, do grupo Energisa, Guilherme Paulus, fundador e presidente do conselho de administração da CVC Turismo, Rosa Evangelina Penedo, herdeira da CCR, e Marcos Molina, controlador do grupo Marfrig.

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