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Azul muda discurso e diz que TAM e Gol fazem o certo

Presidente do conselho de administração da companhia aérea, David Neeleman, agora afirma que faria o mesmo que os CEOs dos concorrentes

Nesta quarta-feira, o empresário David Neeleman, da Azul, afirmou que Gol e TAM estariam “na contramão” do setor por terem anunciado redução de ofertas

Depois de dizer, nesta quarta-feira, que a Gol e a TAM estariam “na contramão” do setor por terem anunciado redução de ofertas, o presidente do Conselho de Administração da Azul, David Neeleman, resolveu mudar o discurso. Nesta quinta-feira, ele disse que as duas companhias estão fazendo as “coisas certas” no momento. “Se fosse presidente da Gol ou da TAM, eu faria a mesma coisa”, declarou, lembrando o prejuízo registrado pelas duas companhias em 2011.

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Segundo Neeleman, que participou de evento realizado pela revista britânica The Economist, no Rio, a Azul vem apresentando resultados trimestrais positivos desde o terceiro trimestre de 2011. “Nos últimos três trimestres temos as melhores margens do Brasil”, disse. Ele creditou o bom resultado ao fato de a companhia atuar fortemente em mercados pouco explorados e, senão com baixa, nenhuma concorrência.

O presidente do conselho revelou, porém, que o segundo trimestre de 2012 não tem sido tão positivo. O período costuma historicamente ser fraco para o setor aéreo.

Voos ao exterior – O executivo reafirmou a intenção de iniciar operações internacionais até o fim deste ano. A empresa teria interesse, em um primeiro momento, apenas no Mercosul – mercado que poderia atuar sem a necessidade de adquirir aeronaves maiores.

Dentro do Mercosul, diz Neeleman, a Azul vê como atraentes apenas os mercados do Uruguai e da Argentina, citando como exemplos Punta del Este e Bariloche. “Além da Argentina e do Uruguai, não tem muito sentido (iniciar operações). Não estou achando muitas pessoas no Brasil que queiram voar para a Bolívia”.

Neeleman voltou a descartar a abertura de capital da empresa neste momento, avaliando que as condições não são muito favoráveis. “Não temos pressa”, declarou.

(com Agência Estado)