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Após ruptura, inspeção econômica voltará à Grécia

Membros da UE, FMI e BCE (a chamada 'troica') visitarão Atenas nesta semana para avaliar os progressos das medidas de austeridade

As negociações entre a “troica” e o governo grego foram suspensas abruptamente no começo de setembro, após não haver consenso sobre medidas adicionais de austeridade exigidas pelos inspetores

A equipe de inspetores da União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) irá voltar a Atenas na quinta-feira, após o governo grego ter definido novas medidas para resolver a crise de dívida do país, conforme informou a Comissão Europeia. A equipe, chamada de troica, irá avaliar os progressos obtidos pelo governo relacionados às medidas de austeridade, à privatização e às reformas econômicas.

“A volta segue ao anúncio feito pelo governo grego”, disse um porta-voz do comissário para assuntos econômicos e monetários da União Europeia, Olli Rehn. “Eles avaliarão se o governo grego está em posição para atingir suas obrigações, em posição para financiar totalmente o Estado”, acrescentou. As negociações entre a troica e o governo grego foram suspensas abruptamente no começo de setembro, após não haver consenso sobre medidas adicionais de austeridade exigidas pelos inspetores.

Ministros – O porta-voz de Rehn disse que haverá um encontro adicional dos ministros das finanças da zona do euro em outubro, para discutir a situação da Grécia antes da liberação da sexta parcela do empréstimo de 110 bilhões de euros concedido ao país no ano passado. “Não é o trabalho da comissão estabelecer a agenda do eurogrupo”, afirmou. “De qualquer forma, em princípio, este encontro extraordinário irá ter como foco a análise da situação grega, em particular as principais conclusões da troica relacionadas à quinta revisão e à sexta parcela”, disse.

Segundo ele, a reunião pode ser feita por telefone ou por meio de vídeo conferência, ou como encontro em Bruxelas ou Luxemburgo, dependendo da disponibilidade dos 17 ministros das finanças da zona do euro. Na terça-feira, o parlamento da Grécia aprovou um novo imposto sobre propriedades, avançando em direção a mais apertos fiscais numa tentativa de garantir a próxima parcela do auxílio financeiro oferecido ao país pelos credores internacionais.

Integração – “A Grécia continuará a ser parte da zona do euro. E a zona do euro necessita de mais integração e disciplina para reforçar sua credibilidade”, afirmou o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, em discurso sobre o estado da União, diante do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França. “Para a zona do euro ser confiável, precisamos integrá-la de verdade”, defendeu.

Barroso declarou que mais mudanças podem ser necessárias nos tratados que estabeleceram a União Europeia, a fim de fortalecer a capacidade do bloco de responder aos desafios econômicos. Ele disse ainda que a Comissão adotou nesta quarta-feira uma proposta para a criação de um imposto sobre transações financeiras que pode gerar mais de 55 bilhões de euros por ano.

(com Agência Estado)