Aplicativos Cabify e Easy unem operações na América Latina

Para ampliar sua operação na América Latina, a Cabify busca investimentos de 300 milhões de dólares

Os aplicativos de transporte particular Cabify e Easy fecharam uma aliança estratégica para fortalecer suas operações na América Latina. Esse acordo vem sendo negociado desde o fim do ano passado, segundo reportagem da Bloomberg, confirmada pela reportagem.

A expectativa é que a união estratégica dê mais competitividade para as duas empresas enfrentaram a Uber e 99, as maiores do setor na região.

Em nota, as empresas afirmam que continuarão a oferecer produtos que se complementam e seguem operando cada uma sob sua atual estratégia e equipes de gestão separadas.

“Assim como na indústria automotiva, onde você tem Hyundai e Kia, Nissan, Renault e Mitsubishi com alianças estratégicas, mas operando diferentes negócios, esta é a nossa visão atual para a aliança da Easy com a Cabify. Percebemos que nossas visões de melhorar a mobilidade nos mercados onde operamos são muito semelhantes e, por meio dessa aliança, estamos ansiosos para continuar a tornar essa visão realidade em todos os nossos mercados “, diz Juan de Antonio, CEO do grupo

O grupo formado será liderado por Juan de Antonio. As operações da Cabify global passam a ser comandadas por Ricardo Weder. Não haverá mudanças na estrutura da Easy.

Fundada em 2011, a Cabify está presente em 12 países, incluindo Espanha, Portugal, Brasil e México. No Brasil, um de seus maiores mercados, a rival Easy Taxi funciona desde 2012.

O grupo informa que recentemente recebeu 100 milhões de dólares como a primeira parte de uma rodada maior de investimento que será concluída nos próximos meses. Para ampliar sua operação na América Latina, a Cabify busca investimentos de 300 milhões de dólares.

Em entrevista a VEJA em abril, o diretor-geral da Cabify no Brasil, Daniel Velazco-Bedoya, disse que havia uma previsão de concentração de empresas de aplicativos.

“No meu ponto de vista, devem existir poucos players daqui dois ou três anos. Uns três ou quatro em nível global. Em nível nacional, uns dois ou três, não muito mais que isso. Um único, pelo que acontece agora no mercado, ficou claro que uma plataforma única não consegue atender bem todos os segmentos de consumo e transporte. Como não consegue fazer isso, existem outras. A Cabify é uma delas. Esse é o ano que vai explicar todo o mercado brasileiro, quem fica e quem sai”, disse ele na ocasião.