Amazon já tem sede no Brasil e oficializa nome de CEO

Empresa inaugura filial em complexo luxuoso de São Paulo e nomeia oficialmente Alexandre Szapiro, ex-CEO da Apple, como principal executivo

A Amazon acelera o passo para entrar no mercado brasileiro. Depois de ter definido a data do início da venda de e-books no país, conforme adiantou a coluna Radar On-line de VEJA, a empresa já está operando em sua nova sede, na zona sul da capital paulista. Em setembro, ficou definido que a filial no país seria no complexo empresarial Rochaverá, luxuoso empreendimento localizado no bairro da Vila Almeida, ao lado do Shopping Morumbi, segundo informações obtidas na Junta Comercial de São Paulo. Em documento enviado ao órgão, a Amazon também oficializou o executivo Alexandre Szapiro como presidente de sua operação brasileira. Szapiro deixou o comando da Apple Brasil em agosto e, desde então, sua ida para a Amazon era dada como certa.

A companhia também informou no documento que seu atual administrador, o empresário Mauro Widman, deixou o comando da empresa. Procurado pela reportagem do site de VEJA, o executivo confirmou que, a partir de agora, vai se dedicar apenas aos negócios relacionados ao Kindle (o e-reader da Amazon) no Brasil. Widman chegou na Amazon em janeiro deste ano, depois de comandar a criação da área de e-books da Livraria Cultura.

O cadastro da Amazon na Junta confirma que a empresa atuará no varejo. Segundo o objeto social, ela executará “vendas e varejo geral, no país e/ou estrangeiro, de quaisquer produtos, incluindo, entre outros, produtos eletrônicos portáteis físicos ou digitais que processem dados e tablets, inclusive aqueles que permitam a leitura de livros digitais.” A empresa também comercializará livros digitais e qualquer outro conteúdo de livros, revistas e jornais desenvolvidos para o meio eletrônico. Ela manterá sua operação de armazenamento de dados, além de também se colocar como gerenciadora logística e representante comercial de produtos digitais.

Em maio de 2011, reportagem do site de VEJA adiantou que a Amazon já negociava com editoras brasileiras a conversão, em grande escala, de títulos nacionais em e-books, além de estruturar a operação de venda do Kindle no país.

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