Alta do IPI ameaça vinda da BMW ao Brasil

Flexibilização do imposto deveria ter sido anunciada em dezembro, mas foi adiada pelo ministro Guido Mantega

O presidente da BMW no Brasil, Henning Dornbusch, esteve nesta quinta-feira com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para pedir uma mudança na política do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis importados para empresas que tenham planos de se instalar no Brasil. Dornbusch afirmou que a empresa tem planos de construir uma fábrica e já procura locais, mas a decisão ainda não foi tomada porque a empresa aguarda uma “definição de uma política com relação às empresas que estão entrando com novos investimentos no país”. Um anúncio sobre a flexibilização do imposto era aguardado para dezembro, mas foi adiado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O presidente da empresa não recebeu uma resposta de Gleisi além de que o governo está estudando o tema. “O governo está analisando. Não somos a única empresa que leva a mesma preocupação para o governo. O governo está ciente disso e está trabalhando para uma solução. Temos que aguardar”, disse o executivo.

“Primeiro queremos definir com relação ao governo qual será a política para novos investimentos. Após definido isso, a BMW irá se pronunciar sobre onde serão alocados os novos recursos”, disse. “A questão básica é: os novos investimentos que entram no Brasil têm prazo de maturação para gerar receitas. Durante esse período, como você lida com esse fluxo operacional? Esse é o grande entrave hoje que as empresas têm no Brasil quando vêm se instalar”, avaliou.

Há cerca de duas semanas, no entanto, o presidente-executivo da BMW mundial, Norbert Reithofer, disse em entrevista às agências internacionais que a intenção da empresa é aumentar sua presença nos mercados emergentes e a decisão de montar uma fábrica no Brasil estaria, sim, tomada.

(Com Agência Estado)