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Torcida

Quem aguenta as vuvuzelas?

O barulho estridente das cornetas é a arma sul-africana
para incomodar os adversários (e nos aborrecer em casa)

Montagem sobre foto John Hrusa/EPA/Corbis/Latinstock  
O ruído é estridente como o de uma sirene, em algumas versões, ou de uma manada de elefantes, em outras. Criada por um torcedor fanático de um clube de Johannesburgo, o Kaizer Chiefs, a vuvuzela – o cornetão de plástico – é o 12º jogador sul-africano. Será o som predominante, capaz de incomodar os jogadores nos estádios e os espectadores diante da televisão. A vuvuzela original, de cerca de 1 metro de comprimento, deu filhotes. Há a momozela, menor e mais estridente; e a vuthela, a meio caminho entre as duas. Todas podem fazer mal aos tímpanos, além de aborrecer. Estudos mostram que, num estádio com 30 000 pessoas, os picos de barulho chegam a 140 decibéis – e a média durante duas horas ficou na casa dos 100. Os médicos desaconselham exposição acima dos 137 decibéis. A mania, chata mas alegre, virou marca registrada da África do Sul. Faz parte da galeria de invenções dos torcedores ao longo das Copas.


ELEGÂNCIA (1930-1966)

Bob Thomas/Popperfoto

Nas primeiras Copas, a torcida vestia terno e gravata (na foto, 1930). Quando saía um gol, os chapéus voavam. Na final de 1950, os torcedores cariocas protagonizaram um belo espetáculo ao sacudir lenços brancos antes da derrota contra o Uruguai.

 

COORDENAÇÃO (1986)

Franck Seguin/Corbis/Latinstock

No México, em 1986, a Copa de Maradona, o mundo foi apresentado à ola – onda, em espanhol –, movimento coordenado da torcida que causa a sensação de uma gigante maré de braços.

 

 

PATRIOTISMO (2002)

Ben Radford/Getty Images

Aos gritos de "Daehan-minguk", República da Coreia no idioma local, um mar vermelho de sul-coreanos embalou a campanha dos anfitriões rumo às semifinais do Mundial dividido com os japoneses, que não demonstraram a mesma empolgação.

 

ORGULHO (2006)

Sean Gallup/Getty Images

Pela primeira vez desde o fim da II Guerra Mundial, os alemães saíram de casa sem vergonha de sentir orgulho do país. As bandeiras em preto, vermelho e amarelo coloriram o país nas arquibancadas e nas Fan Fests, os agrupamentos populares ao redor de imensos telões.

 

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