Política
Com os EUA, em busca
da estabilidade

Sob ameaças, país tem segunda
eleição pós-regime Talibã.

A ofensiva militar americana no país após os atentados do 11 de setembro levou à queda do regime do Talibã, em 2001. O episódio, porém, não representou o fim dos conflitos no país. A ofensiva liderada pelos americanos foi apenas o início de um novo capítulo na história de três décadas de guerra do Afeganistão. O pós-Talibã, apesar da explosão de liberdade, foi um período de incertezas. A Aliança do Norte, formada por etnias minoritárias, não poderia governar o país, pois não seria aceita pelas tribos patanes, a etnia mais numerosa. Os americanos, por sua vez, tinham esperança de que o rei exilado Zahir Shah pudesse voltar e liderar a nova administração. Em suma, em cada lugar onde o Talibã foi derrotado, a luta pelo poder cresceu. Hamid Karzai, um líder da etnia patane moderado, foi escolhido, em dezembro de 2001, para presidir o período de transição no país. Em seguida, tornou-se presidente interino até ser confirmado no cargo nas eleições de 2004. Kazir agora luta para estabilizar a situação. Seu maior aliado nesta tarefa de dar segurança à população – e para tal é preciso desmantelar o poder que os rebeldes do Talibã e da Al Qaeda ainda exercem sobre boa parte do território afegão – são os EUA. Parte do novo contingente americano enviado ao país por Barack Obama – cerca de 20.000 soldados – foi designada para treinar os militares locais. Além disso, o general David McKiernan, considerado um militar mais afinado com guerras convencionais, um estilo que não está funcionando muito no combate aos militantes fundamentalistas, foi substituído por Stanley McChrystal, atual comandante das forças americanas no país.

Em agosto de 2009, mesmo sob as ameaças do Talibã, o país foi às urnas, pela segunda vez após a queda do reinado fundamentalista, escolher um presidente.