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Uvas - brancas e tintas Segundo estudiosos há 24.000 nomes para as mais de 3.000 variedades de uvas viníferas. Destas 150 são plantadas comercialmente em quantidades mais significativas. Enquanto a França é o berçário das cepas mais conhecidas, como cabernet sauvignon, pinot noir e chardonnay, a Itália e Portugal se diferenciam pelas chamadas uvas autóctones que praticamente só são cultivas nestes países. A lista abaixo apresenta as cepas mais conhecidas e aquelas encontrados em vinhos brancos e tintos produzidos e importados para o Brasil.
A ARNEIS
- encontrada no Piemonte, é encorpada e seca, com perfume de frutas brancas
(melão e pêra) e amêndoas. ASSYRTICO - especialidade
da ilha vulcânica de Santorini, no Mar Egeu, é a uva grega de brancos
com boa acidez. topo
B topo
C
CHENIN BLANC (steen) - variedade do Loire central, na França, de aroma
floral, dá vinhos secos ou doces - neste caso, quando são atacadas
pela podridão nobre, que lhes confere maior teor de açúcar.
CLAIRETTE (clairette blanc) - uva branca cultivada no sul da França.
É uma das variedades autorizadas no vinho tinto Châteauneuf-du-pape
e brancos Côtes-du-Rhone. Na Austrália é conhecida como blanquette.
CORTESE - cepa autóctone italiana refrescante e com toques minerais. topo
D topo
F FURMINT
- os renomados grandes vinhos doces Tokay, da Hungria, são feitos desta
variedade. Sua fina casca facilita a ação do fungo Botrytis cinerea,
que aumenta o teor de açúcar à uva. topo
G
GEWÜRZTRAMINER - Em alemão significa "especiarias".
Produz vinhos brancos ricos, de cor amarelo-ouro e aroma intenso (rosas, canela
e gengibre). Encontrou seu melhor solo na região francesa da Alsácia,
mas também é encontrada na Alemanha e outras regiões de clima
frio. topo
M MALVASIA
- das mais antigas uvas brancas que se conhece (cerca de 2.000 anos). Apesar
de produzir vinhos secos no sul da Itália, se notabilizou pelo vinho fortificado
que produz em Portugal (Madeira) MUSCADELLE - típica
variedade de Bordeaux, na França, usada principalmente para vinhos doces
produzidos em Barsac e Sauternes. Como é muito aromático, é
usado em pequenas quantidades quando misturados a vinhos doces baseados das uvas
sémillon e sauvignon blanc.
MUSCAT (Moscato e Moscatel) - plantada no mundo todo é própria
de vinhos doces perfumados. É a única uva vinífera que preserva
os aromas de uva no vinho e talvez uma das espécies mais antigas ainda
cultivadas. Usada para vinhos secos na Alsásia e para espumantes do tipo
Asti Espumante e Moscato Bianco. topo
P
PEDRO XIMÉNEZ - outra variedade do sul da Espanha utilizada nos
vinhos fortificados xerez, como o Olorosso.
PINOT BLANC (pinot bianco)- esta uva dá vinhos leves, secos, frutados,
para beber jovem, principalmente aqueles produzidos na Itália. Original
da Borgonha, na França sua base é a Alsácia.
PINOT GRIS (tokay d'Alsace, pinot grigio) - da família pinot noir,
resulta em vinhos brancos leves, jovens e secos na Itália e mais ricos
e perfumados, na região francesa da Alsácia.
PROSECCO - encontrada na região de Vêneto, na Itália,
é responsável pela produção de espumantes frescos,
frutados, com pouco acidez e paladar. Não se trata, portanto, de uma região,
como muita gente pensa, mas de uma uva, usada por este espumante que se difundiu
por todo o mundo. topo
R RIESLING - Junto com a Chardonnay é considerada
a melhor uva branca do mundo. Produz vinhos com acidez elevada e teor alcoólico
baixo (8ºC). Os melhores riesling são encontrados na Alemanha e produz
vinhos de grande qualidade que é metido pelo seu teor de açúcar.
Aromas delicados e florais. topo S SÉMILLON - Tanto
vinhos brancos secos de Bourdeaux como vinhos doces da região de Sauternes,
na França, usam esta variedade (como o Château D'Yquem, 4/5 de sémillon
e 1/5 de sauvignon blanc). Varia sua característica de acordo com a região
que é cultivada: aromas cítricos e adocicado em Bordeaux e amanteigado
e com grande potencial de envelhecimento na Austrália SERCIAL - usada para elaboração
de Madeiras mais secos e leves. topo
T TORRONTÉS - muito aromática,
produz vinhos típicos argentinos.
TREBBIANO - Produz vinhos brancos mais comuns e sem personalidade na Itália.
É plantada extensivamente em todo o país. Usada no corte com outras
uvas para a composição de vinhos. Com o nome de UNI BLANC e saint-émilion
é muito usada na produção de conhaque e armagnac, na França. topo
V
VERDICCHIO - uva branca típica da Itália Central, bastante seco
e cítrico.
VERMENTINO - cepa usada na elaboração de brancos secos e florais VIOGNIER
- uva que produz vinhos brancos secos e com toques florais, bastante perfumado.
De origem francesa, vem sendo redescoberta nos últimos anos. Produz vinhos
muito ricos e refrescantes, para serem bebidos jovens.
VIOSINHO - usada no Porto branco e nos secos brancos do Douro topo
XAREL-LO - outra variedade usada
para elaboração das cavas, responsável por mais fruta à
bebida topo
A AGLIANICO - apresenta
grande concentração de taninos e acidez, própria para envelhecimento.
Encontrada no Sul da Itália, principalmente em rótulos de Campanha
e Basilicata.
ALICANTE BOUSCHET (garnacha tintorera) - fruto do cruzamento da grenache
com petit Bouschet realizado pelo francês Luis Bouschet de Bernard e seu
filho Henri em 1866, esta variedade é mais indicada quando misturada a
outras uvas. Em Portugal, na região do Alentejo, é uma importante
uva na composição de certos vinhos, onde dá um dá
aromas de menta e eucalipto. Confere longevidade e cor ao vinho.
ARAGONÊS - como é conhecido o tempranillo no Alentejo. topo
B BASTARDO - uva
de tintos da Bairrada e do Dão. BARBERA - A mais popular da uvas
do Piemonte, norte da Itália é ao lado da sangiovese a variedade
mais cultivada do país. Dá tantos vinhos leves do dia-a-dia como
exemplares escuros e frutados, com alta acidez e concentração e
boa capacidade de envelhecimento. BONARDA
- outra variedade típica do Piemonte, na Itália. Seu nome completo
é Bonarda Piemontese. Produz vinhos leves, frutados, melhor quando bebidos
jovens. Também foi muito utilizada na Argentina para produção
de vinhos do dia-a-dia para consumo interno. topo
C CABERNET SAUVIGNON - A mais clássica
e conhecida das variedades de vitis vinífera, base do corte usado nos grandes
vinhos de Bordeaux (Latour, Mouton-Rothshild, Lafite, Latour, Margoux etc). É
uva mais difundida em todo o mundo e responsável pelos melhores rótulos
do planeta. Tem amadurecimento tardio e produz tintos secos de semi-incorpados
a incorpados; tânico quando jovem, garante um melhor envelhecimento da bebida
na garrafa e a passagem pelo barril de carvalho pode aparar suas arestas. Tem
um amplo espectro de aromas: frutas vermelhas, café, chocolate geléia
e tabaco, quando envelhecidos. No Chile tem uma característica mais mentolada.
Enriquece quando misturada à merlot, cabernet franc, shiraz, petit verdot
ou malbec. Na Austrália geralmente é mesclado ao shiraz. Produz
os melhores tintos do Brasil e do Chile. CARIGNAN
(cariñena, mazuelo) - originária do norte da Espanha é das
espécies mais cultivadas na França, particularmente na região
de Languedoc-Roussillon. Normalmente é misturada com a grenache e a cinsault,
e resulta em vinhos mais comuns, de mesa, de cor escura e forte teor de álcool.
CARMENÈRE - originária de Bordeaux, hoje é uma uva
praticamente só cultivada no Chile, onde não se adaptou melhor do
que na França. Até a década de 90 era confundida com a merlot
- um exame de DNA esclareceu a confusão. É usada tanto para vinhos
de corte como em varietais chilenos. É mais escura que a merlot e de taninos
macios. CINSAULT
(espagne, hermitage, malaga) - cepa encontrada principalmente na região
de Languedoc-Roussilon, na França. Ali é associada à grenache
e à carignan, e produz bebidas leves e pouco aromáticas. Na região
do Rhone, a mesma uva com melhores cuidados produz vinhos mais concentrados e
aromáticos. No Líbano, é responsável pelo emblemático
Château Musar. CORVINA -
traz sabores concentrados e aromas de cereja ao tintos de Valpolicella, com destaque
para os Amarone e Recioto. COT - como é conhecida a Malbec em Bordeaux, em Cahors, onde também recebe o nome de AUXERROIS topo
D topo
G
GRACIOANO - de sabor delicado e ligeiramente condimentado é usada
cortes da Rioja
GRENACHE
(GARNACHA) - Apesar de ser uma uva muito cultivada no mundo é pouco vista
em rótulos de garrafas pois é usualmente misturada. É presença
fundamental do renomado Châteauneuf-du-Pape e na maioria dos vinhos do Rhône. topo
L topo
M
MAZUELO - usada para complementar cortes riojanos, na França é
chamada de CARIGNAN. MERLOT - Similar
à cabernet sauvignon, entretanto mais suave, tem sabor mais macio, menos
tanino e aromas mais frutados. Tem uma maturação mais fácil
e rápida que sua parceira cabernet. Pode desenvolver aromas de chocolate
e frutas vermelhas maduras quando colhidas com a maturação correta.
Base de grandes vinhos do Pomerol, como o famoso Château Petrus. Na Califórnia,
nos Estados Unidos, também rendeu grandes exemplares. Também muito
usado no Novo Mundo e plantada em várias partes do planeta onde se faz
vinho. MONTEPULCIANO
- Variedade cultivada por toda Itália, com maior destaque na região
central. Produz vinhos mais rústicos e é muito usada junto à
sangiovese. Não deve ser confundida com a cidade da região da Toscana
de mesmo nome, que produz o famoso Vino Nobil di Montepulciano, que aliás
é feito a partir da uva sangiovese.
MOURVÈDRE (monastrell e mataro) - Uva típica do Sul da França,
mas também muito cultivada na Espanha. É um pouco tânica e
tem um toque animal. Geralmente é misturada a outras uvas, como shyrah,
grenache e cinsault. Ajuda a dar cor e estrutura ao vinho. Bastante utilizada
na Provence, na França, e na Rioja e Penedès, na Espanha. topo
N NERO
D'AVOLA - Cepa típica da região de Sícilia, no Sul da
Itália. Produz vinhos de qualidade, escuros, densos e com potencial de
envelhecimento. topo
P
PETIT SYRAH - produz vinhos tânicos, escuros e com presença
de especiarias
PETIT VERDOT - Variedade típica da região de Bordeaux, na
França. Dá sabor, cor e taninos ao corte bordalês. PINOT NOIR
(PINOT NERO) - Uva típica da Borgonha, produz os vinhos mais admirados
pelos enólogos e enófilos do mundo. Sua qualidade está ligada
diretamente ao terroir onde está plantada. É uma uva de difícil
de cultivar e vinificar e pode gerar tanto tintos inexpressivos como muito complexos.
São vinhos de coloração clara para média com relativo
baixo tanino e acidez. Os grandes pinot noirs têm aroma intenso, complexo
e sensual, e evoluem muito bem na garrafa. Os exemplos mais clássicos são
os renomados (e caros) vinhos de Romanée-Conti, Volnay, Clos de Vougeat
e outros tantos da Borgonha. Menos feliz em outras regiões do mundo, tem
apresentado algum sucesso no Chile com preços bem mais acessíveis.
A pinot noir também faz parte da receita que compõem os vinhos da
Champagne. PINOTAGE -
uva criada da África do Sul, surgida em 1920, do cruzamento entre a pinot
noir e a cinsaut realiazada pelo professor Perald. Pode resultar num vinho muito
frutado (banana, frutas vermelhas) e capaz de envelhecer bem em barris de carvalho.
Os exemplares mais simples lembram borracha queimada e são muito rústicos. PRIMITIVO
- uvas frutada e de alto teor alcoólico. Geneticamente igual à Zifandel
americana. topo
R topo
S SYRAH/SHIRAZ
- Uva do Rhone, na França, que resulta vinhos de coloração
intensa, bem encorpados e aromáticos e na boca evocam frutas vermelhas
(amoras). Na Austrália, com o nome de Shiraz, dá exemplares tânicos,
apimentado e de boa maturação. É responsável pelos
grandes rótulos deste país topo
T
TEMPRANILLO (TINTO FINO, CENCIBEL, TINTA RORIZ ARAGONÊS) - A mais
importante uva de qualidade da Espanha, cultivada nas regiões de Rioja
e Ribeira del Duero. Usualmente misturada à garnacha e mazuelo. Dá
um vinho colorido, com baixa acidez, pouco tânico e que envelhece bem no
carvalho que lhe confere aromas de tabaco. TERODEGO - encontrada
na região setentrional italiana, resulta em tintos com bastante estrutura
e sabor de groselha preta. No Brasil são encontradas alguma experiências
interessantes com esta uva TINTA BARROCA - cepa usada
na mistura do Porto e em tintos do Douro
TINTO CÃO - uva de alta qualidade das regiões portuguesas do
Dão e do Douro é reconhecido pelo seu caráter apimentado.
No Douro é muito usada na composição do vinho do Porto.
TOURIGA FRANCESA - mais leve que a touriga nacional, também é
parte da receita do vinho do Porto. Usado ainda em tintos secos de mesa da região
do Douro.
TOURIGA NACIONAL - uva autóctone superior, presente em vinhos portugueses;
encorpado, de cor forte, sabor intenso e muito tânico é típico
da região do Douro. Usada na receita do vinho do Porto, também é
uma uva que produz varietais com muita tipicidade. TRINCADEIRA
- outra cepa original portuguesa, com toques apimentados e condimentados topo Z topo |
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