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Zoológico suíço expõe filhote de urso sacrificado em abril

"Queremos mostrar às crianças que a natureza pode ser cruel", disse representante da instituição

Um zoológico na Suíça sacrificou um filhote de urso saudável e decidir expor o bicho empalhado em uma mostra educativa. Conhecido apenas como “filhote quatro”, o animal foi sacrificado em 7 de abril. O zoológico Dählhölzli, na capital Berna, tomou essa decisão por temer que ele tivesse o mesmo fim de seu irmão de onze semanas, que foi morto pelo pai, Misha. Mas críticos argumentam que o zoológico deveria ter isolado o pai em outra jaula, o que bastaria para salvar o filhote quatro.

Nessa semana, o zoológico anunciou que o corpo do filhote, que estava congelado desde abril, será submetido a um processo de taxidermia (preparação de animais para exibição ou estudo). A pele do animal foi retirada e tratada e será exibida para ajudar visitantes e grupos escolares a aprender mais sobre os ursos. “Nós queremos mostrar às crianças que a natureza pode ser muito cruel. Acreditamos que esse urso ainda tenha uma função depois de sua morte, e isso vai ajudar as pessoas a conhecerem melhor a natureza”, disse um representante do zoológico ao jornal suíço The Local.

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Versão do zoológico – Em comunicado, a direção do zoológico afirma que foram realizadas tentativas de separar os pais, Misha e Masha, após o nascimento dos filhotes. No entanto, os dois foram criados juntos em cativeiro e não lidaram bem com a distância. De acordo com o relato, durante os testes a mãe se preocupava apenas em procurar seu parceiro, negligenciando os filhotes. A instituição afirma que permitiu que os animais se reproduzissem porque queria proporcionar a eles o comportamento mais natural possível, baseado em casos de outros zoológicos, nos quais, em poucas semanas, o pai voltou a conviver com a mãe e os filhotes sem problemas. A opção de isolar os filhotes também não foi considerada porque eles cresceriam isolados e teriam dificuldade de se socializar no futuro.

Caso dinamarquês – Outros dois casos semelhantes ocorreram este ano, na Dinamarca. Em fevereiro, um filhote saudável de girafa foi sacrificado e desmembrado em frente a uma plateia com crianças. O Zoológico de Copenhague divulgou em seu site que não poderia deixar a girafa crescer para evitar a consanguinidade entre exemplares da espécie, uma vez que as girafas do local fazem parte de um programa de melhoramento genético. No mês seguinte, o mesmo parque matou quatro leões, dois adultos e dois filhotes, para evitar a disputa de território com um macho recém-chegado. À época, a Associação Europeia de Zoológicos e Aquários disse à rede americana CNN que 3 000 a 5 000 animais são mortos todos os anos em parques do continente administrados pelo governo devido a programas de controle de população.