Utilizar animais em pesquisa científica: certo ou errado?

VEJA realiza série de entrevistas com especialistas sobre o uso de animais na Ciência, cujo debate se insere na fronteira entre a biologia, a ética e o Direito

O site de VEJA apresenta uma série de entrevistas com os nomes mais importantes do debate sobre o uso de animais em pesquisas médicas – tema hoje situado na fronteira entre a biologia, a ética e o direito.

O primeiro entrevistado da série é o médico Ray Greek, autor do livro Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, sem edição no Brasil). Para o especialista, não só é desnecessário o uso de animais em pesquisas científicas, como esta opção poderia até atrasar o avanço da ciência. Greek não usa argumentos éticos ou morais, nem se diz preocupado em salvar vidas animais. Sua motivação, afirma, é puramente científica.

O também médico Michael Cohn faz a defesa do uso de animais. É graças a este tipo de pesquisa, segundo ele, que os humanos vivem cada vez mais e melhor. Conn relata que teve vários amigos de profissão perseguidos, atacados ou ameaçados de morte por ativistas ligados à defesa dos direitos animais, o que o motivou a escrever o livro The Animal Research War (A Guerra da Pesquisa Animal, também sem edição no Brasil).

Steven Wise, professor de direito dos animais da Universidade de Harvard, defende que algumas espécies deveriam possuir os mesmos direitos à integridade e liberdade física que os humanos. Para ele, cães, grandes primatas, golfinhos, elefantes e papagaios africanos deveriam ser equiparados, em status, ao homem.

A série se completa com uma reportagem sobre a história do uso de animais pela ciência, ressaltando os maiores sucessos e insucessos dessa prática.