Novo planeta anão pode trazer pistas para encontrar Planeta Nove

Astrônomos descobrem um dos astros mais distantes do sistema solar. Achado deve ajudar a encontrar o Planeta Nove

Cientistas descobriram um novo planeta anão que orbita o Sol a 13,6 bilhões de quilômetros de distância, duas vezes mais distante que Plutão. Encontrado no chamado Cinturão de Kuiper, uma região nos limites do sistema solar, o achado pode ajudar os cientistas a encontrar o Planeta Nove, o provável novo integrante planetário que jamais foi observado diretamente pelos astrônomos.

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Batizado de 2014 UZ224, e com cerca da metade da massa de Plutão, o novo corpo celeste foi reconhecido e descrito pelo Minor Planet Center (MPC) da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) na última terça-feira. Com isso, ele passa a fazer parte do conjunto de planetas anões encontrados pelos cientistas nos últimos anos, como Ceres, Makemake, Eris e o  recente 2015 RR245, descrito como um “mundo gelado”.

Busca

O novo planeta anão foi encontrado por uma equipe liderada pelo astrofísico David Gerdes, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que desenvolveu uma câmera especial capaz de fazer o mapeamento de galáxias distantes. O grupo verificou imagens feitas pela câmera e percebeu um ponto distante se movendo ao redor do Sol – um novo planeta anão.

Como o corpo celeste está localizado no Cinturão de Kuiper, os astrônomos acreditam que ele possa fornecer mais pistas para a busca do Planeta Nove, que teria massa cerca de dez vezes a da Terra e estaria localizado entre 32 bilhões e 160 bilhões de quilômetros de distância de nosso planeta. Esse novo integrante do sistema solar jamais foi visto pelos astrônomos e a hipótese para sua existência foi feita com base em cálculos matemáticos que consideram as órbitas de corpos celestes no Cinturão de Kuiper, tão estranhas que só a influência de um grande astro, como um planeta, poderia explicá-las.

Segundo Gerder, é bastante possível que alguma das imagens feitas pela nova câmera possa ter captado o novo planeta – se ele existir. “Estou muito animado com as chances de encontrá-lo”, afirmou Gerder ao site americano da NPR.

Comentários

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  1. Sergio Cihgral

    O fato é que o espaço é repleto de pedrinhas, pedras e “pedroes” voando em velocidades enormes. Parece claro que, apesar da calma difundida pelos cientistas, o desconhecimento e o perigo ronda a Terra de uma forma muito real. Neste campo, a prepotência humana para nada serve.

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