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ESO divulga a mais detalhada imagem da nebulosa Carina

Imagem do berçário de estrelas só foi possível porque telescópio opera com infravermelho

As lentes de um dos telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) captaram imagens da nebulosa Carina, um berçário de estrelas supermassivas a 7.500 anos-luz da Terra, com o maior nível de detalhe já alcançado.

Nebulosas são nuvens gigantes de poeira e gás onde se formam novas estrelas. Cada galáxia, como a nossa Via Láctea, pode abrigar milhões de nebulosas. O fim da vida de estrelas que completaram seus ciclos espalha pelo cosmos o material que vai formar novas nebulosas. O nosso Sol e os planetas do Sistema Solar, por exemplo, se formaram há 4,6 bilhões de anos, graças ao pó que sobrou das primeiras estrelas, nascidas após o Big Bang e o início do Universo, há mais de 13 bilhões de anos. Nebulosas como a Carina fazem com que o Universo permaneça em constante transformação.

O ESO só conseguiu uma imagem tão detalhada da nebulosa porque o telescópio HAWK-I, responsável pelo registro, opera com infravermelho, a porção invisível do espectro eletromagnético. Como há muita poeira estelar no ambiente, a imagem do mesmo local sem a ferramenta é bem diferente, como é possível ver abaixo.

Nebulosa Carina vista sem o recurso infravermelho

Com o infravermelho, além das estrelas supermassivas e brilhantes, é possível ver milhares de outras estrelas com brilho mais tênue.

A estrela que aparece na parte inferior esquerda da nova imagem é a Eta Carinae, um dos maiores e mais instáveis corpos celestes visíveis à partir da Terra. Já o brilhante aglomerado de estrelas no centro da foto chama-se Trumpler 14. Do lado esquerdo da imagem, há uma pequena concentração de estrelas amareladas que foram vistas pela primeira vez agora, graças à nova imagem.