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Cientistas defendem rede de alerta para mudança climática

Sistema também pode fiscalizar cumprimento de metas de corte das emissões

Em uma edição especial do periódico inglês Philosophical Transactions, da Royal Society, cientistas saíram em defesa de uma rede mais ampla de monitoramento dos gases do efeito estufa que permita alertar para mudanças climáticas bruscas e fiscalizar o cumprimento das metas de redução de emissões.

De acordo com diversos artigos sobre o tema, a atual rede de estações é muito limitada. Ampliá-la permitiria saber, por exemplo, se o aquecimento global está causando ainda mais aquecimento, em particular no Polo Norte. A suspeita dos cientistas é de que o derretimento da calota polar no Ártico aumente a emissão de gases, acelerando o efeito estufa.

Uma rede mais eficaz também seria uma maneira independente de vistoriar o cumprimento das metas para diminuir as emissões dos gases do efeito estufa. Sob o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, 37 países industrializados se comprometeram a reduzir as emissões entre 2008 e 2012, mas não há consenso sobre a maneira de fiscalizá-las.

Uma das formas sugeridas para equiparar as emissões de diferentes países seria contar todas as fontes de emissão de gases do efeito estufa, desde carros, usinas de energia e até animais. Outra sugestão seria utilizar uma rede de estações para medir os gases e analisar as correntes dos ventos predominantes para saber de onde vieram.

(Com agência Reuters)