Carne bovina moída é retirada do mercado nos EUA por E. coli

Tyson Fresh Meats, o maior processador de carne americano, ordenou a retirada do mercado de 290 mil quilos de carne bovina moída vendida em 14 estados após um surto da bactéria E. coli em Ohio (norte), indicou nesta quarta-feira o Departamento de Agricultura.

A carne bovina moída – suficiente para mais de meio milhão de hambúrgueres – foi vendida com data de validade de 12 de setembro, mas as autoridades temem que grande parte tenha sido congelada pelos consumidores para seu uso posterior.

Em um comunicado, o Departamento de Agricultura indicou que sua divisão de segurança alimentar e inspeção “incentiva os consumidores a verificar seus congeladores e a descartar imediatamente qualquer produto sujeito a esta retirada do mercado”.

O que provocou a medida, que envolve de Nova York ao Texas, foi a descoberta da bactéria E. coli em carne bovina moída consumida por uma família da região de Cincinnati, Ohio, que ficou doente em meados de setembro.

Um dos membros da família atingida foi um menino, que passou dez dias no hospital, informou o jornal Cincinati Enquirer citando um funcionário de saúde pública local.

Os sintomas de envenenamento por E. coli incluem diarreia, desidratação e, em casos muito graves, insuficiência renal.

Tyson é o maior exportador de carne dos Estados Unidos, mas um porta-voz da empresa com sede em Springdale, Aransas (centro-sul), disse que a carne bovina moída em questão não foi vendida no exterior.