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Asteroide Vesta é promovido à categoria de ‘quase planeta’

Protoplaneta nunca se desenvolveu por completo, diz artigo na Science

O gigantesco asteroide 4 Vesta é, na verdade, um planeta que nunca se desenvolveu por completo – um protoplaneta. Seis artigos diferentes discutem as novas descobertas na próxima edição da revista Science, que será publicada nesta sexta-feira. A análise ajuda a compreender como se formaram os planetas do Sistema Solar.

Ficha técnica

VESTA

Nome: 4 Vesta

Descoberto em: 29 de março de 1807

Circunferência: 525 quilômetros

Localização: Entre Marte e Júpiter

Dados: Vesta foi o quarto asteroide descoberto, por isso o número ‘4’ em seu nome. É um dos maiores asteroides do Sistema Solar e compreende 9% da massa do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. É também o asteroide mais brilhante visto da Terra.

O estudo mostra que o Vesta é mais parecido com um planeta do que com um asteroide. O astro de 525 quilômetros de diâmetro tem a segunda maior massa entre os asteroides do Sistema Solar e só perde para o planeta-anão Ceres, também considerado um asteroide. Ambos se encontram no cinturão de asteroides que existe entre Marte e Júpiter. Vesta seria considerado um planeta-anão se não ficasse localizado em um cinturão de asteroides e tivesse o ‘caminho livre’ como Plutão.

De acordo com o estudo, 4 Vesta se formou durante os primeiros milhões de anos do Sistema Solar. Os cientistas acreditam que ele surgiu a partir de um amontoado de gases e poeira que restaram após a formação do Sol, há mais de 4,5 bilhões de anos, contendo materiais radioativos. O calor adicional teria feito o asteroide derreter, formando um núcleo de ferro e uma crosta externa de lava. Possivelmente, o quase-planeta sustentou um campo magnético, como o da Terra.

Os pesquisadores basearam-se em dados capturados pela sonda Dawn, da Nasa, a agência espacial americana. Segundo os estudos, 4 Vesta é a fonte de um tipo específico de meteoritos, chamado HED, que de vez em quando atingem a Terra.

Missão – Depois de viajar por cerca de quatro anos e percorrer 2,8 bilhões de quilômetros, a sonda foi capturada pela gravidade do asteroide e entrou em sua órbita no dia 15 de julho de 2011. Desde então, os cientistas puderam observar Vesta de perto. Os astrônomos descobriram, por exemplo, que a superfície do corpo celeste tem mais variação de cores do que a maioria dos asteroides. Em 2015, a sonda Dawn deixará a órbita de Vesta e partirá para estudar Ceres.