Vítima relata ‘arrastão’ após colisão de trens no Rio

Passageiros feridos são roubados na estação e dentro de composição antes de socorro chegar para atendimento médico em Mesquita (RJ)

Vítimas do acidente ferroviário que deixou pelo menos 147 feridos na noite desta segunda-feira na Baixada Fluminense relataram que criminosos invadiram os trens e a plataforma de uma estação em Mesquita (RJ) para saquear as pessoas logo após o choque das composições.

Um homem identificado como Feliciano Reis, de 70 anos, relatou ter tido a mochila e o telefone celular roubados durante o tumulto em seguida ao acidente, durante entrevista ao telejornal Bom Dia, Rio, da TV Globo. Medicado no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu (RJ), ele sofreu ferimentos na perna direita. Segundo Feliciano, “a molecada” pulou a grade da estação e passou a atacar os feridos deitados no piso da plataforma e no chão dentro dos trens envolvidos no desastre.

“Botavam a mão no bolso e puxavam. Muita gente foi roubada”, contou a vítima, acrescentando ter escutado que uma mulher quebrou o braço ao ter a bolsa arrancado com força por um ladrão.

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Na manhã desta terça-feira, a estação Presidente Juscelino, em Mesquita, operava de modo parcial. A SuperVia, concessionária que opera os trens no Rio, informou que o ramal de Japeri, no sentido Central do Brasil (estação final no centro do Rio), funciona normalmente. Mas a linha inversa (sentido Japeri), onde os trens bateram, permanece interditada. Os dois trens foram retirados do local ainda na madrugada.

A colisão aconteceu às 20h20. Um trem que seguia a uma velocidade estimada em de 20 a 30 km/h bateu na traseira de um outro parado na estação, para o desembarque dos passageiros. Os feridos foram levados para hospitais na Baixada e no Rio. Não há informações sobre feridos graves nem sobre quantos permanecem internados.

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(Com Estadão Conteúdo)