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Vereador carioca é preso por cobrar propina em IML

Gilberto de Oliveira (PMN) é acusado de integrar grupo que causou prejuízos aos cofres públicos por meio de autópsias desnecessárias

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro realizam nesta terça-feira uma operação contra esquema de corrupção no Instituto Médico Legal (IML) de Campo Grande, na zona oeste da cidade. Os policiais cumpriram mandados de prisão contra o vereador do Rio Gilberto de Oliveira Lima (PMN), conhecido como Dr. Gilberto, o diretor-geral do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, Sérgio William Silva Miana, e o chefe do posto de polícia técnica de Campo Grande, Franklin Silva da Paz.

Os policiais também cumprem mandados de busca e apreensão nas casas dos acusados e na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Os três foram denunciados por associação criminosa e concussão, que é o uso de sua função pública para exigir vantagem indevida.

Segundo investigações da Polícia Civil, eles são acusados de envolvimento com um esquema fraudulento que, desde 2014, usava empresas funerárias e hospitais da região. As funerárias pagavam propinas a Oliveira Lima, Miana e Paz para preparar os cadáveres dentro do IML antes de funerais.

Para aumentar o lucro do esquema, alguns hospitais enviavam corpos para o IML mesmo sem necessidade, isto é, pessoas que tiveram morte natural e insuspeita.

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As investigações mostram que até funcionários terceirizados, contratados originalmente para manutenção e limpeza do prédio do IML, faziam o trabalho de auxiliares de necropsia, ajudando na lavagem, arrumação, preenchimento e maquiagem dos cadáveres para entregá-los preparados, dentro dos esquifes.

O esquema, segundo o Ministério Público, causava prejuízos aos cofres públicos devido ao grande número dessas autópsias desnecessárias. De acordo com o órgão, o IML de Campo Grande apresenta, estatisticamente, um número de atendimentos por morte natural extraordinariamente superior ao número de perícias por morte violenta.

Procurada, a defesa do vereador Gilberto de Oliveira Lima disse que ainda é cedo para se manifestar e que aguarda os documentos que tramitam no Judiciário para esclarecer os fatos. A reportagem não conseguiu entrar em contato com os defensores de Sérgio William Silva Miana e Franklin Silva da Paz. O espaço está aberto a manifestações.

(Com Agência Brasil)