USP propõe 50% de cota para aluno de escola pública até 2021

O objetivo é implementar a medida até 2021

A Universidade de São Paulo (USP) pretende implementar, até 2021, 50% de cotas para alunos da rede pública em todos os cursos e turnos da instituição. É a primeira vez que a universidade prevê uma reserva de vagas para todas as graduações.

A mudança consta em minuta de resolução enviada aos integrantes do Conselho Universitário, instância máxima da USP. A proposta não indica reserva de cadeiras para pretos, pardos e indígenas, como ocorre nas universidades federais.

As universidades estaduais paulistas – USP, Unicamp e Unesp – prometeram em 2012 ter metade dos alunos da rede pública entre seus calouros até o ano que vem. A USP, no entanto, ainda está longe da meta: foram 36,9% de ingressantes de escolas públicas no último processo seletivo.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Paulo Santos

    Mesmo sendo contrário a cotas, penso que prestigiar os alunos de escolas públicas é muitíssimo melhor do que raça “A” ou “B”.

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  2. É um tema controverso. Eu penso que fixar cota para alunos provindos da rede pública é querer mascarar a ineficiência da educação pública no Brasil. E, por outro lado, desestimular a iniciativa privada no país. Perde-se tremendamente em qualidade, considerando que ela é a responsável pela educação de melhor alcance em termos de aprendizado. Temos que cobrar dos governos, nos diferentes níveis, melhor qualificação dos professores e melhor qualidade na estrutura física de nossas escolas. Quem tem uma idade considerável, hoje, provavelmente já está cansado dessa conversa, não? Já se diz isto há um bom tempo. Mas parece que nossos governantes têm interesse em manter a população mal educada. Há quem diga que povo educado tem melhor discernimento na escolha dos seus representantes políticos. Será? As últimas escolhas de presidentes no mundo dizem isto?

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