UPP de Manguinhos é depredada em protesto

Cerca de 60 pessoas tentaram interditar ruas e lançaram pedras contra carros, durante manifestação contra a ação da PM, que baleou um homem

A base comunitária da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, foi cercada e depredada por cerca de 60 moradores da favela no início da noite desta quarta-feira. O grupo protestava contra a ação da PM, que terminou com um homem baleado. Segundo a Coordenadoria das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPP), o homem ferido teria atirado contra policiais, que reagiram ao ataque.

Durante o protesto, os moradores tentaram interditar a Avenida Leopoldo Bulhões e a Avenida dos Democráticos, ateando fogo em objetos colocados na pista e lançando pedras contra veículos. Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque foram acionados e conseguiram conter o tumulto.

Segundo a assessoria de imprensa das UPPs, policiais estavam fazendo patrulhamento na localidade do Barrinho quando foram atacados por criminosos armados, no fim da tarde. Depois do confronto, policiais do 22º BPM (Maré) comunicaram à UPP que um homem baleado estava sendo atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos. Os PMs foram até a unidade de saúde e reconheceram o suspeito como um dos criminosos que atiraram contra a PM.

Crise – A presença de policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), inaugurada em janeiro do ano passado, não tem sido capaz de impedir a atuação de traficantes que dominam o Complexo de Manguinhos.

No dia 20 de março, criminosos armados atearam fogo em cinco contêineres da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) localizados na favela do Mandela, que integra o conjunto. Os criminosos arremessaram coquetéis molotov em cinco contêineres e duas viaturas da UPP (uma picape Nissan e um Logan), que pegaram fogo e ficaram completamente destruídas. O ataque foi a justificativa para que o governador Sérgio Cabral (PMDB) pedisse à presidente Dilma Rousseff (PT) apoio do Exército no policiamento no Complexo da Maré.

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