Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

TSE estuda controlar influência das igrejas nas eleições

Presidente da Corte eleitoral, Gilmar Mendes, diz que igrejas têm dinheiro, "além do poder de persuasão"

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda uma cláusula para bloquear o uso do poder econômico e a influência das igrejas nas eleições, afirma o presidente da Corte eleitoral, Gilmar Mendes.

“Depois da proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), hoje quem tem dinheiro? As igrejas. Além do poder de persuasão. O cidadão reúne 100 mil pessoas num lugar e diz ‘meu candidato é esse’. Estamos discutindo para cassar isso”, diz o ministro.

Para Mendes, há um uso da religião para influenciar as eleições, contando ainda com os recursos das igrejas, não apenas material, mas a própria estrutura física. “Outra coisa é fazer com que o próprio fiel doe. Ou pegar o dinheiro da igreja para financiar”, afirma. “Se disser que agora o caminho para o céu passa pela doação de 100 reais, porque eu não vou para o céu?”, ironiza.

De acordo com Gilmar Mendes, há um potencial para abuso de poder econômico de “difícil verificação”, e existe a necessidade de o TSE agir.

Na Câmara dos Deputados, a bancada evangélica cresce a cada eleição. De acordo com dados do TSE, em 1998, eram 47 parlamentares. Em 2014, foram eleitos 80.

A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso, no entanto, tem 181 deputados e quatro senadores participantes – que incluem, além dos próprios deputados ligados às igrejas, simpatizantes e outros parlamentares que defendem as mesmas pautas, normalmente bastante conservadoras.

Na população em geral, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os evangélicos representam 22% dos brasileiros.

(com Reuters)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Sérgio Carneiro

    Quer controlar influência das igrejas nas eleições? Basta proibir os cristãos de votarem.

    É cada absurdo.

    Curtir

  2. Reginaldo Maia

    Se os evangélicos representam 22% dos brasileiros, é natutal ter essa porcentagem na câmara ou senado também.

    Curtir

  3. oneias cezar filho

    É uma lástima que um Ministro venha fazer tal declaração, pior, que decida pôr em prática uma forma de perseguição religiosa num país como o nosso, historicamente pacífico e livre em questão de religião. Não se põe limites em grupos radicais, como MST e outros, mas, quando os evangélicos crescem aparecem, e “ameaçam”, com esse crescimento, surgem ideias criminosas, intolerância religiosa. Para o inferno com esse modelo de “democracia”, que só fez virarmos uma pátria de ladrões e oportunistas. E que não digam que não sou democrata, mas esse modelo, misericórdia! No fundo, eles têm medo dos evangélicos, e querem adotar um tipo de “controle da natalidade religiosa”, para evitar “mais Deus” na vida desta país, que se está perdendo na violência e roubalheira. Senhor ministro, leia a biografia de Torquemada, e inspire seu plano de ação nela.

    Curtir

  4. Estão com medo!. Os sociais democratas do PSDB sabem que se abriu a janela para que os conservadores apareçam, pois depois do desmantelamento do PT, a briga vai ser conservadores e esquerdistas tucanos. Adiante conservadores!

    Curtir

  5. Que isso, sr. Ministro, então se não for de esquerda, não pode se candidatar.

    Curtir

  6. Renato Nogueira

    O supremo está fazendo exatamente oque ele não quer que as igrejas façam: usar o poder para conduzir os resultados eleitorais para um desejado por eles…Sou católico, mas um bispo de Aparecida pode defender a esquerda?E o os evangélicos também não podem eleger os que os representem?

    Curtir

  7. Hilda De Moraes Borges Abrunhosa

    Até que alguém resolve pensar! Como disse o Ministro Toffoli: grupos religiosos querem tomar o poder. Quem ler Plano de Poder de Edir macedo, leva um susto. Querem uma teocracia?? Política e religião, nunca! Ainda mais essas igrejas que vendem bençãos é colocar a raposa para tomar conta do galinheiro!

    Curtir

  8. Alcione Moreno

    Então prendam o padre Lancelotti…

    Curtir

  9. oneias cezar filho

    Caro leitor Maurício Repetto. Devo lhe lembrar que o Estado é laico, sim, mas vivemos a idiotice de jogar tudo nessa laicidade. O Estado é laico, mas a sociedade, não, como, também, as igrejas. Outra coisa, caro Repetto. Nas democracias o Estado vive para o povo, e não o povo para o Estado. Só em regimes ditatoriais o povo vive para o Estado. Só mais uma coisa, Repetto. Igrejas não votam, no Brasil, como você insinua, nem mesmo o Estado. Só em regimes comunistas o Estado vota no Estado.

    Curtir