Transporte público no RJ deve ter planos de segurança

Por Marcela Bourroul Gonsalves

São Paulo – A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) requisitou em audiência, hoje, os planos de contingência de segurança do Metrô Rio e da Barcas S/A, que atua no transporte aquaviário. A solicitação foi feita pelo deputado Marcelo Simão (PSB) durante reunião em que os deputados buscaram saber detalhes sobre o número de agentes de segurança e o tipo de treinamento oferecido pelas duas concessionárias. Segundo Simão, a análise dos planos irá contribuir para o trabalho da comissão, que pretende fiscalizar e melhorar a segurança no transporte de massa.

Os planos serão analisados e, para aumentar a segurança dos usuários, sugestões de melhorias serão feitas para as concessionárias. Péricles Magalhães, coordenador de Segurança do Metrô Rio, falou sobre o episódio ocorrido em abril deste ano, quando um segurança agrediu um usuário acusado de pular a roleta na Estação Botafogo, zona sul do Rio. Magalhães classificou o episódio como “um caso isolado” e afirmou que o agente foi demitido.

Magalhães informou ainda que existem cerca de 400 agentes de segurança e 800 câmeras de monitoramento espalhadas pelas estações e que perto de 50 ocorrências são registradas por mês no metrô, a maioria envolvendo pequenos furtos e desentendimentos entre passageiros.

Já Hugo Quiroga, coordenador-geral da Barcas S/A, afirmou que a empresa conta com companhias terceirizadas de segurança e que nas embarcações a própria tripulação é treinada pela Marinha para atuar.