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Total de mortes confirmadas em Mariana sobe para seis

Restam ainda 21 desaparecidos. Sexto corpo foi encontrado na tarde desta terça, mas ainda não houve identificação

O Corpo de Bombeiros resgatou na tarde desta terça-feira o corpo da sexta pessoa morta em decorrência do rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Mariana, no interior de Minas Gerais. A vítima ainda não foi identificada. Até agora, foram identificados quatro corpos, incluindo o da menina Emanuele Vitória Fernandes, de 5 anos. Além dela, tiveram as mortes confirmadas o funcionário da Samarco Claudio Fiuza, de 41 anos, e os empregados terceirizados da mineradora Aparecido Leandro, de 48 anos, e Sileno Narkevicius de Lima, 47 anos.

Restam ainda 21 pessoas desaparecidas: onze funcionários e dez informados pelos familiares. Durante a tarde, Afonso Augusto Alves, de 54 anos, morador do distrito de Camargos que estava na lista de desaparecidos, apresentou-se no posto de Comando das Operações e está alojado na casa de familiares. Há 631 pessoas hospedadas em hotéis.

Ainda nesta terça-feira foi percebido um pequeno abalo sísmico, de 2,1 graus, em Ouro Preto (MG), segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Pessoas que acompanhavam a operação de resgate dos bombeiros chegaram a ser orientadas a deixar o local. Na segunda-feira, um tremor de 2,2 graus foi registrado em Mariana. Segundo os Bombeiros, o tremor não alterou a rotina de trabalho das equipes de resgate ou ausou qualquer alteração na estrutura das barragens de Germano e Santarém.

Os resíduos da extração do minério de ferro que ficavam retidos pelas barragens formaram uma espécie de “onda de lama” que alcançou os rios da região e se desloca para cidades do Espírito Santo. Por onde o fluxo de lama passa, o abastecimento é cortado devido à possibilidade de a água estar contaminada pelos rejeitos.

O promotor de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado de Minas Gerais Carlos Eduardo Ferreira Pinto afirmou ontem que o incidente “não foi fatalidade”, mas resultado de um “erro de operação” e “negligência”. “Não foi acidente, não foi fatalidade. O que houve foi um erro na operação e negligência no monitoramento operação”, disse Ferreira Pinto.