Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

SP: protesto do Passe Livre termina em arruaça no metrô

PM disparou bombas de gás dentro da Estação Faria Lima para liberar acesso de passageiros, impedidos de entrar e sair por baderneiros

Um protesto do Movimento Passe Livre (MPL) com cerca de 1.000 pessoas terminou em confusão no metrô de São Paulo na noite desta terça-feira. Após a manifestação contra o aumento na tarifa de transporte público de 3 para 3,50 reais acabar, um grupo com cerca de trinta arruaceiros invadiu a Estação Faria Lima do metrô e bloqueou o acesso de passageiros que nada tinham a ver com o ato. Ao menos um dos baderneiros foi detido depois de a Polícia Militar investir contra o grupo para liberar a passagem.

A Força Tática da PM disparou bombas de gás lacrimogêneo dentro da estação, que ficou fechada por mais de uma hora. A intervenção revoltou passageiros que gritavam “vergonha” e sofreram para respirar no ambiente lotado e tumultuado. Eles já estavam irritados pela afronta dos integrantes do protesto, que impediam o deslocamento – a maioria sem máscaras.

Leia também:

Protesto contra reajuste da tarifa tem confronto em SP

Os vândalos mascarados estão de volta

Os manifestantes entraram no metrô para tentar pular as catracas, mas se depararam com uma tropa da PM e de seguranças da Linha 4 – Amarela de prontidão. O grupo de baderneiros, então, decidiu montar um cordão de isolamento em frente aos policiais, isolando a saída e a entrada de passageiros. O impasse, com ameaças e tumultos entre baderneiros, passageiros e seguranças, durou cerca de 40 minutos, até que a Força Tática da PM avançou contra os manifestantes, batendo em seus escudos. Como os vândalos arremessaram pedras contra as bilheterias e tentaram resistir, os policias revidaram com bombas de gás lacrimogêneo. Dezenas de passageiros se sentiram mal ao inalar o gás – alguns precisaram ser carregados para fora da estação.

A Estação Faria Lima permaneceu fechada após o conflito e os policiais militares voltaram a usar bombas de gás para dispersar arruaceiros que se concentravam nos acessos ao metrô, no Largo da Batata, ponto de começo e término do protesto. Antes da confusão, a caminhada durou cerca de 2 horas e passou por avenidas como a Brigadeiro Faria Lima. Eles também afrontaram uma orientação inicial da Polícia Militar, de não bloquear vias importantes como a Marginal Pinheiros.