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‘Situação é crítica’, diz ministro da Cultura

Roberto Freire, do PPS, é um dos ministros mais incomodados com a denúncia da JBS contra o presidente Michel Temer

O ministro da Cultura, Roberto Freire, disse que a situação do governo Michel Temer é “crítica” e admitiu que a base discutiu a possibilidade de renúncia do presidente, após a delação da JBS que acusa o peemedebista de dar aval a pagamento para calar o ex-deputado Eduardo Cunha, preso na Operação Lava Jato, e a Polícia Federal ter flagrado um auxiliar de Temer recebendo uma mala com 500 000 reais enviada pelo frigorífico. Freire foi um dos ministros de Temer que correram à residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na noite desta quarta para encontro com deputados, assim como Raul Jungmann, da Defesa. O PPS, partido dos dois ministros, além do PSB e do PSDB discutem a entrega dos cargos.

“Vamos ver os desdobramentos, o que é que está gravado. De qualquer forma, é uma situação crítica, porque o país já não estava com tranquilidade, e o mais grave de tudo é que começava a ter respostas positivas na economia e aí você tem o agravamento da crise política”, afirmou Freire a VEJA. “É importante que a gente siga o que diz a Constituição. É o melhor guia para enfrentar a crise. Maia é o sucessor para qualquer eventualidade.”

Segundo ele, na reunião com Maia os deputados afirmaram que era preciso esperar a gravação. No Palácio do Planalto, a ordem pós reunião de Temer com ministros e assessores de Comunicação foi manter a rotina e aguardar a gravação vir a público. Questionado sobre as discussões na base governista de uma eventual renúncia presidencial, Freire reconheceu que há debates sobre o tema. “As hipóteses são as mais variadas possíveis e que na crise levanta-se tudo o que é hipótese”. Freire disse não ter conversado com Temer sobre renúncia.”Nessas horas é melhor ele conversar com quem ele queira. Não adianta ficar numa discussão política aberta”.

Segundo o ministro, a delação da JBS pode reavivar o processo de cassação da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “Volta à tona com muita força”. Freire também avaliou que a oposição se fortaleceu. “Eles vão continuar com maior estridência, com melhores condições para alcançar seus objetivos. Agora você tem uma denúncia e até que se esclareça isso será um bom caldo de cultura para a oposição fazer o que está fazendo.”

Comentários

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  1. JOSÉ FERREIRA DAMASCENO NETO

    O Michel Temer vai ficar igual ao LULA negando para a sociedade o que acontece atrás das cortinas do Palácio do Planalto? Chega! O Brasil precisa de gente comprometida com a Nação, não dar mais para perder tempo, desde 2013 essa instabilidade vem se arrastando! Penso que ele DEVE FAZER DIFERENTE! O LULA sabe que vai preso e estar usando os “amigos” para bagunçar o País, não sei como o TEMER ainda cai nessas ciladas!

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  2. Acabei de compartilhar o abaixo-assinado “Diretas Já – Pela Renúncia de Temer e convocação de eleições diretas” mobilizado pelo glorioso CENTRO ACADÊMICO XI DE AGOSTO, da sempre nova velha ACADEMIA DO LARGO DE SÃO FRANCISCO, celebrando os 190 de ativa participação política da Nação. Recordo-me que o MICHEL LULIA (qualquer semelhança não é mero acaso) TEMER tentou, em 1962/3, dar início à sua trajetória política, sendo eleito Presidente do glorioso XI de Agosto. Para tanto tentou me cooptar, pois liderei a oposição ao seu nome. Em vão. Foi derrotado e eleito OSCARLINO MARÇAL (falecido). Se não me engano o primeiro negro (“mas branco no coração”, no verso de Vinicius) a ser eleito. É preciso que a ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA VENERANDA ARCADAS se associei ao XI de Agosto nesta jornada. O Michel desonrou a todos nós e aos nossos maiores.

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