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Saiba quem são os criminosos que comandam o PCC

De dentro do presídio de Presidente Venceslau, os líderes da facção ordenam as ações do grupo, que fatura 120 milhões de reais por ano

Na semana passada, uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo prendeu quarenta pessoas – entre elas dois adolescentes – numa ação destinada a desmontar a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação evidenciou que, embora São Paulo seja o principal centro de distribuição de drogas do PCC, o comando operacional da facção se espalhou além das fronteiras do Estado e até do país – o que exige o esforço e a cooperação da Polícia Federal e de autoridades de outros Estados. Dois integrantes do alto escalão do PCC estão no exterior e ainda não foram presos: de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, Fabiano Alves de Souza, o “Paca”, gerencia o encaminhamento da droga; e de Orlando, nos Estados Unidos, Wilson José Lima de Oliveira, o “Neno”, administra a comissão cobrada de traficantes.

Prisões

38 pessoas e dois adolescentes apreendidos

Drogas

102 kg de cocaína, 40 kg de maconha

Armas

4 pistolas, 1 submetralhadora, 1 fuzil, e munição

Valores

31 automóveis, 5 deles de luxo, e 2 motocicletas.

R$ 120.973 e três contas bancárias bloqueadas

Os promotores paulistas apontam que os negócios ilegais do PCC rendem 120 milhões de reais por ano. “Hoje, a organização é muito mais empresarial. Essa dinâmica explica as mudanças no nomes dos réus. Quando alguém é preso, outro vem e assume a sua função. Se continuarmos trabalhando assim, esse substituto amanhã será denunciado e preso também”, afirma o promotor Lafaiete Ramos Pires.

Infelizmente, a constatação das investigações é que os tentáculos do PCC continuam crescendo dentro e fora dos presídios. Que o combate sem descanso à facção criminosa seja imperativo para as forças de segurança pública.

Gatilho – A prisão (veja o vídeo abaixo) de Renato dos Santos Gomes, o “Casca”, em Mauá, na Grande São Paulo, desencadeou a abertura da investigação que resultou na prisão de quarenta integrantes da facção criminosa. Ele é apontado como um dos gerentes dos 51 pontos de venda de drogas na região metropolitana de São Paulo.