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Redes sociais indicam baixa adesão aos próximos protestos no Rio

Maior preocupação das autoridades é com o jogo de domingo, a final da Copa das Confederações. Novo protesto está marcado para quinta, na Candelária

A julgar pelos convites do Facebook, a manifestação desta quinta-feira no centro do Rio de Janeiro deve ser bem menor do que os grandes protestos da semana passada. Até a tarde desta quarta-feira, havia pouco mais de 3.000 confirmações ao evento criado pela página “Operação Pare o Aumento”, que também convocou manifestantes para os dois últimos grandes protestos, na segunda e na quinta-feira. Para a passeata que reuniu 300.000 pessoas na Avenida Presidente Vargas, houve 120.000 confirmações. A preocupação das autoridades no Rio, no momento, é a partida de domingo, a final da Copa das Confederações. É dada como certa a realização de algum tipo de protesto, mas ainda não há informações sobre a extensão dessa manifestação. Um dos eventos convocados pelo Facebook tem, até o momento, 695 confirmações de presença.

Os protestos desta semana já foram menos numerosos – e mais organizados. Na Rocinha e no Vidigal, cerca de mil pessoas marcharam até o Leblon e voltaram de forma ordeira. Na Câmara Municipal, um grupo pacífico de cerca de cem pessoas pressionou vereadores a assinar o pedido de criação da CPI dos Ônibus. Não houve registro de tumultos.

Acompanhe as manifestações em Belo Horizonte

O protesto previsto para esta quinta-feira teve o horário antecipado: a concentração ocorrerá a partir das 16h – em vez das 17h, como ocorreu nas últimas vezes. A página do grupo traz uma pauta prévia de reivindicações com “eixos” do movimento. São eles: tarifa zero e melhoria dos transportes; rejeição a privatizações nas áreas de esporte, saúde, educação, infraestrutura e transporte público; pedido de liberdade dos dois jovens ainda presos, sob acusação de crimes nas últimas passeatas; contra abusos de poder nas manifestações; e “democratização dos meios de comunicação”, o que inclui revisão das concessões de rádio e TV.

O grupo também faz uma observação: só aceita negociar com o governo quando não houver mais cobrança de passagem, sem que para isso sejam criados subsídios para o setor privado. Outra exigência para que haja negociação é a libertação dos manifestantes presos.

No último domingo, integrantes do Ministério Público do Estado do Rio e do MP Federal marcharam ao lado dos manifestantes, na orla de Copacabana, para protestar contra a PEC37. Os promotores também se reuniram com a cúpula da Polícia Militar para pedir esclarecimentos sobre as denúncias de abuso durante as manifestações.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, encaminhou ao MP e à Anistia Internacional um dossiê com vídeos de denúncias de abuso contra os manifestantes.

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