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Protesto no Rio tem confronto, bombas, correria e lojas fechadas

Tumulto começou quando PM dispersou manifestantes que protestavam em frente à Assembleia Legislativa contra alta da contribuição previdenciária de servidor

Policiais e manifestantes entraram em confronto nas ruas do centro do Rio de Janeiro depois que um grupo de pessoas tentou invadir a Assembleia Legislativa e foi rechaçada com bombas de gás e balas de borracha pela Polícia Militar. Enquanto ocorria a confusão e ao som dos disparos, os deputados estaduais aprovaram um projeto do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) que aumenta a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores estaduais de 11% para 14%. A medida foi aprovada em rápida votação por 39 votos a favor e 26 contra.

Na dispersão, os manifestantes se espalharam pelas ruas centrais, fazendo barricadas de fogo com lixo e atirando pedras contra os policiais, que revidavam com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Houve correria, o comércio fechou as portas e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) parou de circular.

As primeiras bombas foram lançadas pouco depois das 15h30 somente em ruas laterais da Assembleia, para onde um grupo de manifestantes havia se deslocado na tentativa de entrar no prédio do Legislativo. Lá, alguns mascarados depredaram carros de cinco deputados — Lúcia Pinto de Barros (PSDB), Maria de Fátima de Oliveira (SDD), Zaqueu Teixeira (PDT), Geraldo Pudim (PMDB) e Enfermeira Rejane (PC do B).

Cerca de 15 minutos mais tarde, PMs começaram a se deslocar em direção à Avenida Rio Branco, distante três quadras do Legislativo estadual, fecharam os acessos e dispararam bombas em direção ao grupo que se concentrava também na frente da Alerj. Pessoas que circulavam pelo Centro, mesmo distantes do protesto, correram para se abrigar em estabelecimentos comerciais, que pouco a pouco fecharam as portas.

(Com Estadão Conteúdo)