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Procuradores definem hoje lista de indicados ao cargo de Janot

Três candidatos mais votados por associação formarão uma lista tríplice, que será encaminhada à Presidência; Temer, no entanto, pode ignorar sugestões

Os integrantes da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) escolhem nesta terça-feira os três subprocuradores-gerais da República que comporão uma lista tríplice como indicações à sucessão de Rodrigo Janot no comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). A eleição teve início às 9h e vai até as 18h.

O resultado deve sair ainda hoje e a ANPR encaminhará a lista nos próximos dias ao presidente Michel Temer, a quem cabe escolher o procurador-geral da República. Há uma solicitação da associação de procuradores para que a entrega seja feita pessoalmente ao peemedebista, o que ainda não foi definido.

O presidente não é obrigado a escolher nenhum dos mais votados pelos procuradores e sequer um dos oito subprocuradores que estão na disputa da lista tríplice. Durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT), entre 2003 e 2016, o mais votado da lista foi sempre escolhido para chefiar a PGR. Mais de 1.200 procuradores, entre ativos e aposentados, estão aptos a votar nesta terça-feira.

De acordo com a Constituição, o presidente da República pode escolher qualquer um dos mais de 1.400 procuradores da República em atividade para o comando da PGR. Desde 2003, no entanto, o nomeado é o mais votado pelos membros da ANPR. A listra tríplice foi criada em 2001 e é defendida pelos procuradores como um dos principais instrumentos de autonomia da carreira.

O segundo mandato de Rodrigo Janot, responsável por ter enviado ao Supremo Tribunal Federal centenas de processos contra políticos envolvidos na Operação Lava Jato, encerra-se no dia 17 de setembro.

Os candidatos à sucessão de Janot são os subprocuradores Carlos Frederico Santos, Eitel Santiago, Ela Wiecko, Franklin Rodrigues da Costa, Mario Bonsaglia, Nicolao Dino, Raquel Dodge e Sandra Cureau.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. José Antonio Debon

    acho que o temer não deveria indicar ninguém, essa PGR foi criada pela constituição de 1988 e até agora não foi devidamente regulamentada, pois não esta subordinada a nenhum dos 3 poderes ou regulamento eles fazem o que bem entendem, como o Janot está fazendo agora.

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  2. José Antonio Debon

    Como é normal nessas eleições dos órgãos públicos, o dinheiro público é devidamente gasto para ampliar benefícios próprios nessa eleição interna dos candidatos para substituir o Janot estão prometendo incorporar o auxilio moradia aos vencimentos, entre outros favores.

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  3. Se fosse Temer não indicaria nenhum dos 3….principalmente se algum deles tiver apoio do Janot…D qualquer forma saindo Janot já está bom, dos males o menor porque ele transformou a PGR em instrumento político desvirtuando totalmente o objetivo desse órgão quando de sua criação. Acho que Temer não é flor que se cheire e não é diferente de nenhum outro político corrupto mas a caçada que Janot faz não é normal e nunca mostrou essa voracidade nos tempos dos governos petistas

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