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Prefeitura estima em R$ 100 milhões prejuízo com tragédia em Mariana

Valor consta em estudo preliminar encomendado à Secretaria de Obras e inclui perdas com destruição de pontes e casas. Seis mortes foram confirmadas até agora

A prefeitura da cidade mineira de Mariana estima em pelo menos 100 milhões de reais o prejuízo provocado pelo rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, que devastou a região e provocou pelo menos seis mortes até agora. O prefeito Duarte Júnior (PPS) informou ao site de VEJA que o valor consta de um estudo preliminar encomendado à Secretaria de Obras e inclui as perdas provocadas pela destruição de pontes e casas, além dos danos ambientais.

O prefeito teme ainda a queda na arrecadação municipal em decorrência do embargo da licença da Samarco – 80% da receita do município vem da mineração, afirma. Segundo ele, a cidade é totalmente dependente da atividade e não há diversificação econômica na região. “Se parar a mineração, a cidade deixa de existir”, diz. Segundo Duarte Júnior, a mineradora está prestando atendimento às vítimas e, até agora, tem cumprido todas as demandas da prefeitura.

Ele afirma que uma conta-corrente foi aberta para receber doações em dinheiro para as vítimas da tragédia e que 100.000 reais já foram depositados até agora. Segundo o prefeito, uma comissão com membros do Legislativo Municipal, da arquidiocese e de moradores da cidade será criada para administrar as doações e garantir que o dinheiro seja encaminhado aos cidadãos afetados. Mariana recebeu também diversas remessas de roupas e material de higiene. Duarte Júnior pede, inclusive, que as doações desse tipo de material diminuam, para permitir que os voluntários organizem e distribuam o que foi recebido até aqui.

Casas – Na tarde desta terça, o Ministério Público Estadual de Minas Gerais informou que a Samarco ofereceu 140 casas para abrigar provisoriamente os moradores do distrito de Bento Rodrigues, que tiveram as casas destruídas pela tragédia da semana passada. As moradias serão alugadas e ainda não são as habitações definitivas que os desabrigados devem receber. Todas ficam em distritos da cidade de Mariana.

Vítimas – O Corpo de Bombeiros resgatou nesta tarde o corpo da sexta pessoa morta na tragédia. A vítima ainda não foi identificada. Até agora, foram identificados quatro corpos, incluindo o da menina Emanuele Vitória Fernandes, de 5 anos. Além dela, tiveram as mortes confirmadas o funcionário da Samarco Claudio Fiuza, de 41 anos, e os empregados terceirizados da mineradora Aparecido Leandro, de 48 anos, e Sileno Narkevicius de Lima, 47 anos.

Restam ainda 21 pessoas desaparecidas: onze funcionários e dez informados pelos familiares. Durante a tarde, Afonso Augusto Alves, de 54 anos, morador do distrito de Camargos que estava na lista de desaparecidos, apresentou-se no posto de Comando das Operações e está alojado na casa de familiares. Há 631 pessoas hospedadas em hotéis.