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Polícia apreende computador da ativista Sininho

Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de dezessete investigados por atos violentos em protestos

Policiais civis cumpriram, nesta manhã, mandados de busca e apreensão em residências de dezessete manifestantes envolvidos em protestos de rua no Rio. Entre os alvos da ação está a estudante de cinema Elisa Quadros, a Sininho. Foram recolhidos computadores, pen drives, entre outros objetos. Em páginas no Facebook, manifestantes estão protestando contra as apreensões. Sininho foi uma das dez pessoas levadas para a Cidade da Polícia para prestar depoimento.

A ação foi executada pela Delegacia de Repressão a Crimes contra a Informática (DRCI), e é uma continuação da operação iniciada em setembro do ano passado, quando foram presos e indiciados três homens por formação de quadrilha e incitação à violência.

A Polícia Civil informou, em nota, que não houve presos. “As investigações continuam em andamento e o inquérito está em segredo de Justiça”, diz a nota. Os mandados expedidos pela Justiça foram cumpridos em endereços da Barra da Tijuca, Centro, Copacabana, Catete, Bangu, Niterói e Botafogo.

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Depoimento – Sininho tem, nesta tarde, depoimento marcado na Auditoria Militar, em um processo de abuso de autoridade contra policiais militares acusados de forjar um flagrante de apreensão de explosivo em uma manifestação no ano passado. Ela é uma das testemunhas de acusação contra o major Fábio Pinto Gonçalves e o tenente Bruno César Andrade Ferreira.

O episódio que resultou na acusação contra os policiais ocorreu em 30 de setembro, na Cinelândia, em um protesto organizado por professores. O tenente foi filmado por um manifestante com um morteiro, pouco antes de um manifestante receber voz de prisão do major, ao ter a mochila revistada. As imagens levam a crer que os policiais simularam encontrar o explosivo na mochila.

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