PF prende José Rainha por desvio de verba pública

Fundador do MST chefiava organização criminosa. Dezessete pessoas foram presas por embolsar dinheiro que deveria ir para assentados da reforma agrária

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha. Segundo a investigação da PF, Rainha chefiava uma organização criminosa que desviava verbas públicas destinadas aos assentamentos de reforma agrária. A quadrilha agia no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Acervo Digital VEJA: A esquerda delirante e o beato Rainha Rainha e outros dezesseis presos na Operação Desfalque prestavam depoimento na sede da PF em Presidente Prudente por volta das 10 horas. Em seguida, eles serão levados para o Centro de Detenção Provisória de Caiuá, no interior paulista. O grupo criminoso utilizava associações civis, cooperativas e institutos para se apropriar ilegalmente de recursos públicos destinados à manutenção de assentados em áreas desapropriadas para reforma agrária. São investigados crimes de extorsão contra proprietários de terras invadidas, estelionato, peculato, apropriação indébita de recursos de assentados, formação de quadrilha e extração ilegal de madeira de áreas de preservação permanente. Além dos dez mandados de prisão temporária, a polícia cumpriu sete ordens de condução coercitiva e treze mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 5ª Vara da Justiça Federal. A investigação levou dez meses e foi conduzida pelo delegado federal Ronaldo de Góes Carrer. Dissidente – Um dos fundadores do MST, rainha comanda atualmente uma dissidência do movimento. Até 2009 ele era coordenador nacional da organização, mas foi excluído da direção nacional do MST e desautorizado a falar em nome do movimento, por divergências políticas. Ainda assim, Rainha continuou usando a sigla e a bandeira da organização e concentrou sua ação no Pontal do Paranapanema.