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Perillo nega irregularidade na venda de casa

Por Ricardo Brito

Brasília – O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), negou, nesta terça-feira, na CPI do Cachoeira, qualquer irregularidade na venda de sua casa, no valor de R$ 1,4 milhão, feita em 2011. Ao entregar extratos bancários e documentos de cartório ao presidente da comissão, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), Perillo classificou de “absurda” e “delirante” a suspeita de que ele teria recebido duas vezes pelo imóvel.

Perillo disse que o ex-vereador Wladimir Garcez (PSDB) se apresentou como comprador da casa, depois de ele ter anunciado, em fevereiro de 2011, o imóvel em um jornal do Estado. Garcez, segundo o governador, emitiu três cheques para serem cobrados aos longo dos meses de março, abril e maio do ano passado, tendo sido, segundo ele, compensados nos prazos previstos.

No momento de lavrar a escritura de venda do imóvel no cartório, porém, o governador soube que Garcez não tinha conseguido recursos para ficar com a casa e repassou o imóvel então para o empresário do ramo educacional Walter Paulo Santiago. Em depoimento anterior, o ex-vereador disse à CPI que era funcionário de Cachoeira e do ex-diretor da Delta Cláudio Abreu. Garcez disse à comissão que os três cheques foram pegos com Abreu.

O governador de Goiás afirmou, citando depoimento de Garcez, que enviou um representante para fazer a escritura do imóvel em favor de Walter Paulo, na presença do ex-vereador. Walter Paulo disse, também, que pagou a casa milionária em dinheiro vivo. Perillo, contudo, afirmou que não pode ser responsabilizado por negociações feitas posteriormente com uma casa que já tinha sido vendida por ele.

“Não há, portanto, contradições a respeito da compra da casa e de sua absurda e delirante ilação de que haveria contradição, de que teria recebido duas vezes”, afirmou Perillo. Ele admitiu, porém, não ter se preocupado em saber quem era o emitente dos três cheques na transação. Segundo a Polícia Federal, os cheques foram emitidos por Leonardo Augusto de Almeida, sobrinho de Carlinhos Cachoeira.

Perillo disse que tinha pressa em receber os recursos da transação porque, além de buscar um novo imóvel, estava atrás de uma casa maior para comprar. Ele ressaltou que não vendeu nenhum bem do Estado, mas uma propriedade sua adquirida com as economias de 30 anos de trabalho. “É incrível que eu seja exposto por eu ter vendido um bem pessoal, um bem meu”.