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Para analistas, prefeito do Rio ‘não tem marca’

Por Alfredo Junqueira

Rio – Embora seja considerado favorito para a disputa do ano que vem, a falta de uma marca que convença o eleitorado é apontado por especialistas como o principal obstáculo para a reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB). Os altos investimentos em publicidade ainda não reverteram em bandeiras que possam ser usadas pelo peemedebista durante a campanha.

Na avaliação do sociólogo Fábio Gomes, diretor-presidente do Instituto de pesquisa Informa, Paes ainda tem uma relação fria com o eleitor. “O Eduardo convence sem muito esforço. As pessoas conseguem perceber que a gestão dele é melhor que a anterior. Mas ele ainda não consegue persuadir esse eleitor”, explicou Gomes. “O prefeito convence na prestação de conta, mas não emociona. Falta uma marca, uma bandeira. Isso é produto da inércia da comunicação dele”, analisou o sociólogo.

Para Gláucio Soares, professor pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj), a falta de uma marca obrigará Paes a se “grudar no prestígio” do governador Sérgio Cabral (PMDB), em especial na área de segurança pública – elemento mais bem avaliado da administração estadual.

“Correndo sozinho, a coisa complica para Paes porque a avaliação da prefeitura é muito pior”, explicou Soares. “O prefeito terá que se apropriar de iniciativas alheias a sua administração, como a conquista da Olimpíada ou o sucesso das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras).”

A corrida à prefeitura do Rio ainda não tem um concorrente forte para enfrentar Paes, na avaliação dos especialistas. “Ainda não surgiu uma alternativa, um salvador. A oposição precisa dramatizar o cenário”, afirmou Gomes. “Rodrigo Maia e Clarissa Garotinho não têm chance. Somam rejeição. Em relação ao Freixo, o quanto será que ele vai representar em termo de gestão? A população reconhece a competência política dele, mas não tem o que analisar em termos administrativos. Isso complica. O eleitorado é conservador”, disse o sociólogo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.