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‘Ouvi uma menina gritar fogo e corri’, conta sobrevivente de incêndio

Jovem conta sobre o tumulto na saída da boate, onde morreram pelo menos 232 pessoas. Um amigo dele foi pisoteado durante o empurra-empurra

Fabio de Oliveira Bastos, de 29 anos, foi um dos primeiros sobreviventes a deixar a boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, assim que o incêndio começou, na madrugada deste domingo. Até o final da manhã, foram confirmadas 232 mortes pelo major do Batalhão de Operações Especiais (BOE), Cleberson Braida Bastianello. Mais de 100 pessoas ficaram feridas.

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Com alguns poucos arranhões causado pelo empurra-empurra na hora da saída, Fabio passa bem. Assim que viu o tumulto na pista, o morador de Santa Maria, que estava perto do bar, um dos pontos mais próximos da porta, pensou que se tratava de uma briga. “Em seguida, ouvi uma menina gritar ‘fogo’ e corri para a saída”, contou. Na hora, ele ligou para o amigo Handrey Fagundes, que também estava na boate e conseguiu escapar. O registro da ligação marca 3h22min. Segundo o jovem, a casa estava cheia.

Fabio chegou a ver os primeiros bombeiros que chegaram ao local, por isso acredita que não houve muita demora. “Não ficamos muito tempo na frente da Kiss, porque meu amigo, que demorou um pouco mais para conseguir sair, acabou sendo pisoteado. Como ele sentia muita dor no braço, fomos para o hospital, que fica a uns cinco quarteirões dali”, relatou.

Liberado, ele começou a ajudar no atedimento às vítimas do incêndio que chegavam ao local. Santa Maria pede ajuda de profissionais como psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais para auxiliar no atendimento aos familiares das vítimas. Na capital gaúcha, pelo menos um ônibus extra foi colocado à disposição do público com destino à cidade localizada na rewgião central do estado.

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