Oi reforça segurança em terreno para evitar nova invasão

No dia 31 de março, 5.000 pessoas tomaram o local, na Zona Norte da capital. Reintegração de posse realizada nesta sexta foi marcada por forte confronto

Proprietária do terreno desocupado pela Polícia Militar do Rio nesta sexta-feira, a empresa de telefonia Oi afirmou ter reforçado a segurança particular na área e pediu o apoio do Estado para evitar nova invasão nos prédios, localizados no bairro de Engenho Novo, Zona Norte da capital. “A companhia acrescenta que, reassumindo o controle de sua propriedade, esta permanecerá devidamente fechada com grades e manutenção de segurança patrimonial permanente, até a conclusão das negociações para a venda do imóvel”, declarou, por meio de nota.

De manhã, cerca de 1.600 agentes chegaram ao local, acompanhados por 40 oficiais de Justiça, para executar a ordem de reintegração de posse determinada pela Justiça. O terreno de 50.000 metros quadrados, que ficou popularmente conhecido como Favela da Telerj, foi invadido no último dia 31 de março por 5.000 pessoas. Para retirá-las, a PM enfrentou grande resistência.

Parte dos invasores recebeu com pedras os policiais, que revidaram com bombas de efeito moral, spray de pimenta e gás lacrimogêneo. Quatro ônibus, dois caminhões e duas viaturas da PM foram incendiados, assim como parte dos edifícios do terreno. Vândalos ainda depredaram veículos da imprensa, agências bancárias e supermercados. Doze pessoas ficaram feridas – entre elas, cinco agentes apedrejados – e mais de vinte foram detidas.

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Confira a nota da Oi na íntegra:

“A Oi esclarece que já assinou em juízo o documento que lhe assegura a reintegração de posse do imóvel do Engenho Novo, conforme prevê o rito processual. A companhia acrescenta que, reassumindo o controle de sua propriedade, esta permanecerá devidamente fechada com grades e manutenção de segurança patrimonial permanente, até a conclusão das negociações para a venda do imóvel. A empresa já iniciou a limpeza do imóvel, a reconstrução da proteção de muros e portão e reforçou a segurança patrimonial, esclarecendo que sua segurança é exclusivamente para controle não tendo qualquer função de atuação no âmbito da segurança pública. A companhia solicitou às autoridades de segurança pública apoio para evitar nova invasão.

Histórico

O imóvel, onde funcionou um almoxarifado que foi desativado, é uma propriedade privada, que se encontrava fechado com grades e segurança patrimonial permanente. No momento da invasão, a segurança patrimonial com foco exclusivo de controle, diante da chegada de centenas de pessoas, seguiu o procedimento de avisar as autoridades policiais, que respondem pela segurança pública.

A Oi tomou as providências cabíveis e ajuizou ação na Justiça, obtendo a liminar que determinou a reintegração de posse, bem como determinou a expedição de ofícios para diversos órgãos públicos a fim de acompanharem as diligências para a desocupação.

A companhia prestou todas as informações ao poder público e se colocou permanentemente à disposição do Judiciário, das autoridades policiais e dos órgãos que atuam na promoção do bem-estar social e demais órgãos envolvidos, no sentido de assegurar o melhor encaminhamento para a solução do caso e para o cumprimento da liminar.