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O Congresso Nacional que ninguém vê

Turista em Brasília tem um objetivo: conhecer o Congresso Nacional. O resto vem depois. Quem desembarca no aeroporto Juscelino Kubitschek no intuito de fazer um passeio cívico sempre pede para começar pela obra símbolo da cidade.

O prédio reúne do lado direto a Câmara dos Deputados e do esquerdo, o Senado. Foi projetado nos anos 60, pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Hoje, é referência da arquitetura moderna brasileira – além de ser tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

Caixa de luz foi improvisadaExiste, porém, uma parte invisível do Congresso que turistas e até funcionários que transitam por lá todos os dias desconhecem. Desde sua inauguração, há 50 anos, algumas partes do monumento nunca receberam uma única reforma. No plenário, onde os senadores votam as leis, a situação é gritante – e perigosa.

VEJA teve acesso ao laudo produzido pela Secretaria de Engenharia que revela uma realidade que os cartões postais escondem. O documento mostra a total deterioração do sistema de refrigeração, instalações elétricas improvisadas, falta de equipamentos para o combate a incêndio, além de um forro metálico prestes a cair sobre os parlamentares.

Diante do laudo, a administração do Senado vai liberar 5 milhões de reais para sanar os principais problemas. As obras devem começar no final do ano. “Vamos torcer para que nada de grave aconteça até lá”, diz Adriano Bezerra de Faria, diretor da Secretária de Engenharia do Senado e responsável pela produção do relatório.

Tratamento acústico e de isolação térmica está degradado