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O bebê baleado no Rio: um raio-x da insensatez

Reportagem narra o caso de Arthur, que sobreviveu após ser alvejado dentro da barriga da mãe

VEJA desta semana traz a reconstituição passo a passo da inominável violência sofrida em Caxias, no conturbado Rio de Janeiro, pelo pequenino Arthur, alvejado por uma bala perdida ainda dentro da barriga da mãe. Incrivelmente, ele sobreviveu a pulmões perfurados, ossos quebrados e vértebras lesionadas; na sexta-feira, completou uma semana de vida em boas condições.  Arthur transpôs para a crua realidade fluminense um personagem que parecia pura ficção, o feto que perde a inocência antes de nascer retratado pelo inglês Ian McEwan no admirável romance Enclausurado. Também virou símbolo da trágica rotina de tiroteios que inferniza a vida dos moradores das favelas do Rio, um estado falido onde o a criminalidade disparou.

Nas áreas conflagradas, ninguém está a salvo e não há refúgio seguro. Até as salas de aula viraram alvo da fuzilaria constante. A reportagem de VEJA visitou quatro escolas nas zonas de guerra, onde professores têm agendado esta semana um curso de sobrevivência ministrado pela Cruz Vermelha Internacional. O painel que se desenha a partir dos depoimentos colhidos, principalmente aqueles vindos das crianças, é terrível. Uma geração que cresce sob a mira de tiros fala com naturalidade de armas e mortes violentas, como parte inevitável de seu cotidiano.

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Comentários

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  1. O crime e organizado, a corrupção e organizada, os sindicatos são organizados, a malandragem e organizada. As pessoas de bem são desorganizados e covardes. Reclamam mas não fazem nada. O brasileiro sempre espera que o outro vá lutar pelos direitos deles. Os bem esclarecidos são covardes. Merecem tudo isso que acontece no Brasil. Se não brigar não vai mudar.

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  2. Marcos de Almeida Lima

    Inominável violência?
    Pior e cínica é a abominável ação da mãe que fulmina o filho com o aborto.
    Esta revista deveria publicar as imagens da radiografia de um aborto. Certamente teria vergonha de continuar publicando campanhas espúrias de mulheres que assassinam os filhos dentro do próprio ventre, patrocinadas pela ideologia satanina do PT.

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