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Novos casos de pedofilia dos Legionários de Cristo denunciados ao Vaticano

Novos casos de pedofilia no movimento dos Legionários de Cristo foram comunicados à Congregação Vaticana para a Doutrina da Fé, indicou nesta sexta-feira o porta-voz da Santa Sé, o padre Federico Lombardi.

Quando questionado pela AFP, o padre Lombardi disse que “os superiores eclesiásticos competentes (dos Legionários de Cristo) seguiram as normas em vigor, ao expor para a Congregação para a Doutrina da Fé alguns casos dos quais têm conhecimento, ocorridos há várias décadas”.

O Vaticano investigaria um número indeterminado de sacerdotes suspeitos de terem abusado sexualmente de menores, além de outros crimes.

O padre Lombardi afirmou não ter informações mais concretas sobre essa investigação.

A Congregação dos Legionários de Cristo, um dos movimentos da Igreja em pleno desenvolvimento sob o pontificado de João Paulo II, foi desacreditada após as revelações sobre seu fundador, Marcial Maciel. As acusações de pedofilia e vida dupla contra ele se multiplicaram, e o Vaticano condenou seu comportamento.

Maciel morreu em janeiro de 2008 nos Estados Unidos, aos 87 anos. Era acusado de ter tido uma filha, fruto de uma relação secreta, e de ter abusado de oito antigos seminaristas.

Em 2010, o papa Bento XVI encarregou o prelado monsenhor Velasio De Paolis de fazer uma limpeza nessa ordem ultraconservadora da Igreja.

De acordo com as novas regras adotadas após o escândalo de pedofilia na Igreja, todos os crimes de pedofilia por parte dos membros do clero devem ser comunicados à Congregação para a Doutrina da Fé.

Os Legionários de Cristo estão presentes em 22 países, principalmente na América Latina, e reivindicam 800 sacerdotes, 2.500 seminaristas, 70.000 membros laicos e administra 12 universidades.